Internacional
Rebeldes intensificam seq�estros no Iraque
O seqüestro de seis egípcios e quatro iraquianos aumenta o alarme e insegurança no Iraque, apesar dos esforços do governo interino para estabilizar o país a fim de facilitar o caminho para as eleições, previstas para janeiro. A companhia egípcia de telecomunicações Orascom confirmou o seqüestro entre quarta e ontem de dez pessoas, e disse que são todos engenheiros da empresa que trabalham para a firma de móveis Iraqna (Nosso Iraque). O encarregado de negócios egípcio no Iraque, Faruk Mabruk, afirmou que a embaixada mantém contatos com as autoridades iraquianas sobre o caso e que nenhuma organização se responsabilizou pelo seqüestro até o momento. ?Muitos grupos operam agora no Iraque, alguns deles com motivos políticos e outros para conseguir dinheiro?, disse o diplomata, enquanto manifestava sua preocupação pela insegurança no país árabe. O porta-voz do Ministério do Interior iraquiano, Sabah Kazem, disse que as autoridades elaboraram um plano de segurança que aplicarão em breve para reduzir a violência e enfrentar o seqüestro de civis. Enquanto isso, continua a incerteza em relação à sorte das duas colaboradoras italianas, Simona Pari e Simona Torretta, dos dois jornalistas franceses Christian Chesnot e Georges Malbrunot, e do civil britânico Kenneth Bigley. Bigley, ameaçado de morte pelo seqüestradores, foi seqüestrado há uma semana em seu domicílio em Bagdá, junto a dois companheiros americanos, que já foram assassinados pelo grupo ?Tauhid ual Jihad? (Monoteísmo e Guerra Santa), do terrorista jordaniano Abu Musab al-Zarqawi. Também ontem um foguete atingiu uma via movimentada de Bagdá, a Rua Palestina, matando quatro pessoas e ferindo outras 14. Horas antes, projéteis de morteiro explodiram perto da Embaixada italiana, ferindo três iraquianos. Em Faluja, várias testemunhas informaram de um ataque da artilharia americana contra um bairro da cidade, ao oeste da capital, sem informar se houve vítimas.