Internacional
Israel mata l�der de grupo extremista em Gaza
O chefe do braço armado do grupo radical palestino Jihad Islâmica na Faixa de Gaza morreu num ataque israelense com míssil, que destruiu o carro em que ele estava ontem. Líderes locais disseram que, em meses, este é o mais significativo dos assassinatos seletivos empreendidos por Israel contra líderes extremistas palestinos. Bashir ad-Dabbash tinha 38 anos e estava num automóvel na cidade de Gaza. Outro integrante do grupo, apontado como assistente de ad-Dabbash, também estava no carro e morreu. Ele foi identificado como Ahmed Al-Ar?er. Sobre os dois, segundo o site do jornal israelense Haaretz, pesam acusações de produção de armas, inclusive mísseis Qassam - motivo de uma sangrenta ofensiva israelense na Faixa de Gaza. A ofensiva é a mais brutal no território em quatro anos de Intifada. Setenta e sete palestinos morreram em uma semana de operações no norte do território palestino. Além dos dois membros da Jihad Islâmica, cinco palestinos morreram em diferentes incidentes ontem. Uma das vítimas era uma adolescente de 13 anos, que apenas se aproximou de um posto militar em Rafah. Negociações não-oficiais para suspensão das ações militares e dos ataques com mísseis artesanais contra o território israelense que as teriam motivado estavam em andamento em Gaza entre representantes da segurança dos dois lados. Os mísseis têm alcance baixo, carregam pouco material explosivo e causaram mortes apenas em duas ocasiões - a última delas, no mês passado, deixou duas crianças israelenses mortas na cidade de Sderot. Não há relatos sobre avanços, e, num comunicado divulgado à tarde, o grupo radical Hamas impôs condições para suspender o disparo de mísseis artesanais Qassam: o fim da ofensiva em Gaza e a desocupação dos territórios palestinos. A Jihad Islâmica é um dos principais grupos de resistência armada à ocupação dos territórios palestinos e jura a destruição do Estado de Israel. ?Israel logo verá nossa reação. A vingança será dolorosa e nas profundezas da entidade sionista?, disse um líder local do grupo, no necrotério de Gaza.