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Em queda nas pesquisas, Bush insiste em amea�as

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Encurralado pelo mau desempenho no debate com o democrata John Kerry na semana passada e experimentando queda em pesquisas de opinião, o presidente George W. Bush partiu para o ataque. Bush não só reafirmou que Saddam Hussein era uma ameaça para os EUA - em franca decadência, segundo o relatório da CIA - como também alimentou a tese de possíveis laços entre o Iraque e terroristas da Al-Qaeda. Ontem, num evento de campanha em Wilkes-Barre, na Pensilvânia, Bush antecipou-se à divulgação do relatório, aparentemente tentando esvaziá-la. ?Depois do 11 de Setembro, os Estados Unidos tinham que avaliar cada ameaça potencial sob uma nova luz. Nosso país acordou para um perigo ainda maior: a perspectiva de que terroristas que mataram milhares com aviões seqüestrados matassem ainda mais com armas de assassinato em massa. Nós tínhamos que olhar para cada lugar onde terroristas pudessem obter essas armas, e um regime se destacava: a ditadura de Saddam Hussein?. Mas os democratas deram o troco no Senado. Um dos mais célebres democratas na Casa parlamentar, Carl Levin, senador por Michigan, disse que as informações passadas por Duelfer minavam os dois principais argumentos usados para invadir o Iraque: Saddam possuía armas de destruição em massa e que ele as dividiria com terroristas, como os da Al-Qaeda. ?Nós não fomos à guerra porque Saddam tinha intenções de obter armas de destruição em massa?, alfinetou Levin. Mike McCurry, um dos mais importantes conselheiros do candidato democrata à Casa Branca, acrescentou: ?Isso é um comentário bastante significativo sobre um argumento equivocado para a guerra apresentado por esta administração (Bush). É muito preocupante que eles possam ter sido tão equivocados sobre algo tão fundamental como levar os EUA à guerra.

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