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Relat�rio nega que Iraque tivesse arma qu�mica

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Contradizendo o principal argumento usado para justificar a guerra contra o Iraque, inspetores de armas dos Estados Unidos afirmaram, ontem, que não encontraram provas da existência de armas de destruição em massa no Iraque após 1991, quando o país árabe foi vencido pelos EUA após ter invadido o Kuwait. Segundo a CNN, o relatório do grupo da CIA (agência de inteligência americana) também afirma que a capacidade do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein de fabricar esse tipo de artefato foi reduzido devido aos embargos impostos ao país. ?A análise mostra que, apesar de Saddam ter manifestado desejo de guardar o conhecimento adquirido de sua equipe nuclear e suas tentativas de manter partes-chave do programa, durante o período de 12 anos (depois de 1991) a capacidade do Iraque de produzir armas (de destruição em massa) decaiu?, afirmou o chefe do grupo e conselheiro especial da CIA, Charles A. Duelfer, confirmando que o Iraque não tinha estoques de armas químicas e biológicas quando a ofensiva americana começou, no ano passado. ?Eu ainda não espero que armas de destruição em massa militarmente significativas estejam escondidas no Iraque?, disse Duelfer diante do Comitê de Serviços Armados de Senado americano. As afirmações de Duelfer surgem menos de um mês antes da eleição presidencial nos EUA e em um momento em que o Iraque centraliza grande parte das questões nos debates entre os candidatos e discussões com a sociedade. O relatório do inspetor pode reforçar a argumentação de Kerry de que Bush partiu para a guerra baseado em informações falhas de inteligência, em vez de esperar o resultado das sanções e das inspeções de armas feitas por equipes da ONU no Iraque. Apesar do golpe contra a administração federal, Duelfer endossou o argumento de Bush de que Saddam continuava uma ameaça. Segundo o conselheiro da CIA, entrevistas com o ex-ditador e outros integrantes da cúpula do regime derrubado deixaram claro que Saddam não havia abandonado sua ambição de possuir armas de destruição em massa e deveria retomar seus programas bélicos caso as sanções das Nações Unidas contra Bagdá fossem suspensas.

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