Internacional
Ref�m brit�nico tem fim tr�gico no Iraque
O engenheiro britânico Kenneth Bigley, refém de extremistas islâmicos desde o dia 16 de setembro no Iraque, foi executado por seus seqüestradores, encerrando da pior maneira possível semanas de angústia e expectativa em seu país. Emissoras de TV da Grã-Bretanha e dos Emirados Árabes deram a notícia primeiro, citando fontes iraquianas e do governo britânico. Em seguida, a agência de notícias Reuters e o canal de TV Abu Dhabi anunciaram a existência de um vídeo, mostrando a decapitação de Bigley. Logo depois, a família de Bigley deu a entender que vira o vídeo, anunciando que teve acesso a provas irrefutáveis da morte dele. Sob o choque da tragédia, um dos irmãos do engenheiro acusou o primeiro-ministro Tony Blair de ter ?sangue nas mãos?. Blair foi à TV falar sobre o assassinato: ?Eu sinto repulsa profunda pelas pessoas que fizeram isso, não apenas pela natureza bárbara do assassinato, mas pela maneira como francamente eles jogaram com a situação nas últimas semanas. Tenho um senso profundo, e espero que outros tenham, de que os atos dessas pessoas, seja no Iraque ou em qualquer lugar não devem prevalecer sobre pessoas como Ken Bigley?. Bigley estava a semanas de se aposentar quando foi levado por homens de um grupo extremista associado à Al-Qaeda. Ele planejava mudar-se para Tailândia, com a mulher, que nasceu naquele país, depois de anos viajando pelo mundo como engenheiro civil para empreiteiros estrangeiros. - Podemos confirmar que a família recebeu provas definitivas de que Ken Bigley foi executado por seus seqüestradores - disse, num comunicado lido para a imprensa Phil Bigley, um dos irmãos do engenheiro, numa aparente referência ao vídeo da execução. No vídeo, Bigley faz uma declaração, tendo atrás de si seis homens, e em seguida um deles corta a cabeça do britânico com uma faca. O seqüestro de Bigley foi assumido pelo grupo Tahid e Jihad, leal ao terrorista jordaniano Abu Musab al-Zarqawi, associado à rede Al-Qaeda, de Osama bin Laden.