Internacional
Israel aceita retirar tropas de Gaza
O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, aceitou ontem um plano de retirada do campo de refugiados de Jabalya, ao norte da Faixa de Gaza, até as colinas adjacentes. Sharon adotou esta decisão em reunião com o ministro da Defesa, Shaul Mofaz, e oficiais das Forças Armadas. O Exército recomendou a retirada das tropas no início desta semana, mas Sharon se opôs, citando o lançamento de foguetes Qassam contra território israelense. Em duas semanas, a operação militar ?Dias de Penitência? contra o norte da Faixa de Gaza causou 129 mortos palestinos, entre eles mais de 30 crianças, cerca 300 feridos e grande destruição em casas e construções. O anúncio de Sharon contradiz suas palavras de ontem no Comitê de Exteriores e Defesa do Parlamento de Israel, onde disse que a ofensiva na Faixa de Gaza continuaria enquanto houvesse vítimas israelenses. Oficiais que participaram da sessão do Comitê afirmaram que a operação ?Dias de Penitência? havia alcançado seus objetivos e que dezenas de milicianos palestinos, membros de nove grupos de lançadores de foguetes Qassam, morreram. Além disso, declararam que, devido à operação militar israelense, os milicianos que lançam esses projéteis de fabricação caseira foram forçados a recuar e que o número de disparos e sua precisão foram notadamente reduzidos. No segundo dia da incursão hebréia no norte da Faixa de Gaza, milicianos palestinos mataram dois soldados e a uma mulher israelense. Desde então, o lançamento dos foguetes continuou, embora de maneira reduzida, e foram registrados feridos leves em Sderot, entre eles alguns dos soldados que participavam da operação militar no norte da Faixa de Gaza.