Internacional
Sud�o rejeita ajuda para crise que j� matou mais de 70 mil
O presidente do Sudão, Omar el Bashir, rejeitou ontem qualquer intervenção internacional em Darfur, descrevendo uma das maiores crises humanitárias no mundo como ?um assunto da África?. Segundo a OMS, a crise em Darfur já matou aproximadamente 70 mil pessoas nos últimos sete meses. Líderes do Egito, República do Chade, Líbia, Nigéria e Sudão publicaram um documento dizendo que não iriam aceitar a imposição de nenhuma sanção ou qualquer outra penalidade que poderia ser aplicada ao Sudão, pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) ou por qualquer outro ?poder do Ocidente?. O Sudão enfrenta a ameaça de sofrer sanções depois do início da investigação realizada por grupos humanitários de que o governo e a milícia árabe teriam cometido um genocídio em Darfur, provocando a morte de aproximadamente 70 mil pessoas. Aproximadamente 1,5 milhão de pessoas fugiu para a República do Chade. O governo nega que o genocídio tenha ocorrido. No comunicado, líderes expressaram o apoio para o que eles chamam de ?esforços do Sudão para melhorar a situação humanitária no país e a cooperação dos sudaneses com grupos interessados em direitos humanos?.