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Blair atende Bush e desloca tropas no Iraque

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A Grã-Bretanha aceitou, ontem, deslocar suas tropas do sul do Iraque para mais perto de Bagdá, como havia sido pedido pelos Estados Unidos. A medida, considerada um ato político de risco para o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, que tenta um terceiro mandato consecutivo, pode fazer com que o número de baixas britânicas no Iraque comece a crescer. A decisão do principal aliado de Washington na guerra no Iraque foi tomada a menos de duas semanas da eleição presidencial nos EUA, na qual George W. Bush concorre à reeleição. A invasão do Iraque tem sido duramente criticada pelo adversário democrata de Bush, John Kerry. O secretário de Defesa, Geoff Hoon, disse aos parlamentares que cerca de 850 soldados serão deslocados para o norte por algumas semanas, em vez de meses, para permitir que as tropas americanas possam combater insurgentes em outros lugares. ?Esse deslocamento é uma parte vital para o processo de criação de condições ideais para que as eleições do Iraque sejam realizadas em janeiro?, disse Hoon. As autoridades militares americanas pediram que as forças britânicas deslocassem suas tropas para o norte, áreas mais voláteis de Bagdá, para que o Exército dos EUA pudesse concentrar suas ações em Falluja. ?Nós temos um mesmo objetivo, que é criar um Iraque seguro e estável onde homens, mulheres e crianças, em cidades como Falluja, possam se sentir a salvo de terroristas internacionais?, disse o secretário de Defesa. Políticos britânicos, muitos deles do Partido Trabalhista de Blair, estão assustados com a idéia de as tropas irem para locais mais perigosos. Até então, os soldados britânicos estavam concentrados em zonas relativamente tranqüilas no sul do Iraque, perto de Basra. Desde que a guerra no Iraque teve início, 68 soldados britânicos morreram, comparados com mais de mil americanos. Bagdá Em Bagdá, o sargento americano Ivan Frederick foi condenado a oito anos de prisão por abusos físicos e sexuais cometidos contra prisioneiros na cadeia de Abu Ghraib, em Bagdá. Frederick é o terceiro militar americano a enfrentar uma corte marcial por abusos em Abu Ghraib. Os dois primeiros também assumiram a culpa e foram sentenciados a entre oito meses e um ano na prisão. Cinco soldados ainda devem enfrentar a corte marcial.

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