Internacional
Anistia denuncia mais de 40 mil estupros no Congo
A Anistia Internacional denunciou ontem que mais de 40 mil mulheres e crianças foram estupradas na República Democrática do Congo nos últimos seis anos. Em comunicado divulgado em Londres, o grupo documentou casos de violência sexual brutal e fez referências à falta de acesso a cuidados médicos adequados. Segundo o grupo, o governo daquele país e a comunidade internacional devem tomar medidas imediatas para facilitar o acesso médico a milhares de sobreviventes das violações. ?É impossível para os sobreviventes ter acesso a um cuidado médico decente, (o que sugere) outra violação de seus direitos humanos?, diz o documento. Direitos humanos Grupos de defesa dos direitos humanos afirmam que, embora a guerra no Congo tenha sido declarada extinta em 2003, os combates continuam esporadicamente no Leste do país e alguns casos horríveis de estupro foram registrados em junho passado. De acordo com a Anistia Internacional, milhares de mulheres, meninos, meninas e bebês, assim como homens, foram sistematicamente violentados e torturados no Leste do Congo, onde mais de 20 grupos armados lutaram pelo controle da terra e seus recursos. Segundo a instituição, milhares de civis ainda sofrem e morrem pelos ferimentos e traumas de muitos anos de conflito, enquanto que a infra-estrutura sanitária não pode oferecer o tratamento mais básico. O relatório da Anistia indica que apenas dois hospitais do Leste do país estão equipados para tratar de vítimas da violência sexual. E esses hospitais, com freqüência, ficam sem fornecimento de água ou eletricidade. Neles faltam portas, janelas e camas por causa dos saques constantes.