Internacional
EUA reiteram apoio a plano e Sharon diz que n�o renunciar�
Os Estados Unidos reiteraram ontem seu apoio ao plano de retirada da faixa de Gaza, aprovado pelo Parlamento de Israel [Knesset]. ?Uma retirada de Gaza, se feita de maneira conforme ao Mapa da Paz [plano de paz elaborado pelo chamado ?Quarteto? - EUA, Rússia, União Européia e ONU, que prevê, sobretudo, a criação de um Estado Palestino até 2005] e com o apoio da comunidade internacional, virá ao encontro da posição do presidente George W. Bush sobre os dois Estados (israelense e palestino)?, afirmou o porta-voz adjunto do Departamento de Estado, Adam Ereli. Líder ?injurado? Apesar de perder o apoio de grande parte dos ministros e dos deputados de seu partido, além de outros da coalizão do governo, o setuagenário Sharon, assediado por seus ex-aliados do ?campo nacional?, assegurou ontem que não tem a intenção de renunciar. O primeiro-ministro israelense, ?Arik, rei de Israel? para seus muitos seguidores em seu Partido populista Likud transformou-se, com essa iniciativa, em um líder ?injurado? e repudiado por grande parte daqueles, o que se refletiu no resultado da votação. Para os colonos, que foram repreendidos na Knesset por abrigar ?complexos messiânicos?, o ?pai da colonização judaica? é agora um ?ditador sem freios?, enquanto seus rabinos radicais chamam os soldados a se negar a evacuá-los de seus assentamentos. Ao defender sua iniciativa, antes de começar na segunda-feira o debate que acabou ontem, Sharon reconheceu ter impulsionado os colonos e disse que nunca em sua vida teve que ?enfrentar uma decisão tão difícil?. Os nacionalistas acusam-no agora de tê-los ?enganado?.