Internacional
Lula felicita reeleito e destaca la�os de amizade entre pa�ses
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ontem ao presidente reeleito dos Estados Unidos, George W. Bush, uma mensagem de ?calorosas felicitações?, na qual expressou sua confiança de avançar em uma ?ordem mundial mais justa e democrática?. No texto, Lula ressalta a continuidade das relações entre os dois países. ?Estou convencido de que poderemos continuar a aprofundar os laços de amizade e as profícuas relações entre o Brasil e os EUA, bem como contribuir para o avanço de nossas aspirações comuns no plano mundial, de modo a superar a pobreza, a insegurança e as outras causas de desequilíbrio e instabilidade, no quadro de uma ordem mundial mais justa e democrática?, afirmou Lula, em mensagem divulgada pelo Itamaraty. O presidente brasileiro comentou ainda que ?nossas relações vêm-se desenvolvendo de modo notável?, acrescentando que ?o vívido e fluido diálogo entre nossos países tem produzido resultados benéficos não apenas no plano bilateral, mas também no positivo encaminhamento de numerosas questões internacionais de importância para nossos povos?. Lula destacou ainda a democrática jornada de terça-feira vivida nos Estados Unidos, classificando seu resultado de ?expressiva vitória eleitoral? de Bush. Segundo Lula, ?a vitalidade de nossas democracias é um entre tantos outros fatores de convergência e aproximação entre o Brasil e os EUA?. Já o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou ontem que o desejo do Brasil e dos países da América Latina em relação à nova administração Bush pode ser resumido em duas palavras: solidariedade e respeito. Questionado sobre a maior afinidade do PT com o Partido Democrata norte-americano em questões referentes a direitos humanos, multilateralismo e meio ambiente, Amorim afirmou que as relações de trabalho entre Brasil e EUA têm transcorrido de forma eficiente e cordial. Amorim destacou os encontros realizados entre Lula e Bush. Segundo ele, um deles teria durado cerca de três horas e resultado na criação de grupos de cooperação. As relações cordiais entre os dois países não se limitam à esfera presidencial, segundo Amorim. Para reforçar essa tese, ele citou os encontros com Collin Powell e Robert Zoellick.