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AL insiste para FMI mudar c�lculo de gastos

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Os presidentes dos países participantes do Grupo do Rio insistiram na sexta-feira na proposta para que o Fundo Monetário Internacional (FMI) mude a forma de contabilizar os gastos em infra-estrutura e programas sociais. A iniciativa, promovida pelos endividados países latino-americanos, foi incluída na declaração com a qual os presidentes encerraram a cúpula do Grupo do Rio - um mecanismo de coordenação política composto por América Latina e países caribenhos. ?Solicitamos ao FMI que dê um tratamento mais flexível à contabilidade de investimentos públicos para que haja mais espaço fiscal para os gastos sociais, projetos e programas de combate à fome?, indicaram os presidentes na declaração. A proposta busca aumentar os parcos recursos com os quais contam os países para investir em infra-estrutura, além de proporcionar fôlego extra ao combate à pobreza na região. O presidente do Chile, Ricardo Lagos, disse que os 19 chefes de governo decidiram que se reunirão novamente na Colômbia antes do fim do ano com representantes do FMI. ?Nossos diretores no Fundo Monetário Internacional serão chamados para uma reunião na Colômbia que tornará mais presente o nosso desconforto. As normas de contabilidade e superávit fiscal são diferentes para os países desenvolvidos. Quero que sejamos tratados da mesma maneira?, sustentou Lagos. O presidente chileno afirmou que a reunião do Rio de Janeiro contou com debates sobre ?como chegar a um acordo sobre a contabilidade com o FMI e com outros organismos?. O FMI se comprometeu a estudar a proposta, apesar de ter declarado aos países que não devem considerar possíveis mudanças como uma ?via rápida? para aumentar seus gastos. Brasil O chefe da missão do FMI que está no país, Charles Collyns, afirmou nesta sexta-feira que o desempenho fiscal tem ajudado o Brasil a se fortalecer. ?É muito bom que o país esteja conseguindo cumprir suas metas fiscais e excedê-las. Isso tem permitido ao país reduzir a dívida pública mais rapidamente do que o governo havia antecipado anteriormente?, disse na portaria do Ministério da Fazenda, onde deve passar o dia em reuniões técnicas. ?Isso tem ajudado o país a fortalecer sua posição?, completou o chefe da missão. O Brasil cumpriu com folga de quase R$ 13 bilhões a meta de superávit primário acertada com o FMI para os nove primeiros meses do ano. Argentina O governo argentino retomará em janeiro as negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para reativar as linhas de crédito, que foram suspensas, anunciou nesta sexta-feira o ministro da Economia Roberto Lavagna. O ministro adiantou que a oferta para reestruturar a dívida pública em moratória ?não será melhorada?. A terceira revisão do programa argentino pelo FMI está em suspenso, à espera de que o país concretize a troca dos títulos de sua dívida em default, condição imposta pelo Fundo para retomar as conversas.

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