Internacional
L�deres prestam homenagem final a her�i palestino
O avião francês que carrega o caixão de Yasser Arafat chegou ao Cairo, onde serão realizadas as cerimônias fúnebres para o líder palestino, às 19h (horário de Brasília) de ontem. Autoridades do Egito organizaram para hoje o funeral de Arafat, que acontecerá em uma mesquita próxima do aeroporto do Cairo. A cerimônia terá início às 7h (horário de Brasília) e, por medidas de segurança, deverá ser breve - cerca de 25 minutos -, segundo informações de um porta-voz do presidente egípcio, Hosni Mubarak. A cerimônia fúnebre deve contar com a participação de vários líderes mundiais, principalmente árabes. O presidente do Egito ofereceu a cidade do Cairo para recepcionar a cerimônia fúnebre com o objetivo de facilitar a presença de líderes do mundo árabe na homenagem final a Arafat. O líder palestino será enterrado hoje na Mukata, seu quartel-general de Ramallah (Cisjordânia), onde receberá as últimas demonstrações de carinho de seu povo. Mohammad Abdel Rauf Arafat al Qudwa al Husseini, mais conhecido como Yasser Arafat, morreu às 3h30 (horário local) aos 75 anos, com falência múltipla dos órgãos, após 13 dias internado no hospital militar Percy, em Paris. A morte de Arafat, o mais importante líder palestino e símbolo da luta contra a ocupação israelense, marca o fim de uma era de resistência e enfrentamentos com os israelenses para a criação de um Estado palestino no Oriente Médio. Considerado um líder radical pelos israelenses, Arafat não preparou um sucessor e se mostrou relutante em ceder poderes. Em seu lugar, devem ganhar destaque agora o ex-primeiro ministro da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas (conhecido como Abu Mazen), e o atual primeiro-ministro, Ahmed Korei. Ambos são considerados líderes mais moderados o que, em tese, poderia facilitar as negociações com Israel e os Estados Unidos. Em uma reunião feita na última quarta-feira, líderes palestinos concordaram, pelo menos temporariamente, em seguir a legislação e promover o presidente do Conselho Legislativo palestino, Rawhi Fatouh, a presidente da ANP.