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Ministro Dirceu perdeu o vel�rio, mas assinou livro

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O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, perdeu o velório de Yasser Arafat e quase não chegou a tempo para o cortejo fúnebre do líder palestino. O avião da delegação brasileira chegou às 10h (6h no horário de Brasília) no aeroporto da capital do Egito, exatamente no horário em que começou a cerimônia, que estava marcada originalmente para começar uma hora depois. Dirceu se incorporou à massa de representantes oficiais que acompanhavam o corpo de Arafat no cortejo pelo clube militar, no norte da cidade. Antes de acompanhar o embarque do corpo de Arafat para Ramallah na base aérea no norte do Cairo, Dirceu disse que o próprio presidente Lula teria viajado para o Egito se não fosse a visita oficial do presidente chinês, Hu Jintao, ao Brasil. O ministro reiterou o apoio brasileiro à causa palestina nos termos da Organização das Nações Unidas (ONU). Presença restrita Quatorze presidentes e representantes de outros 25 países participaram, ontem, do funeral de Yasser Arafat, no Cairo, ao qual a população não pôde comparecer em massa devido a uma grande operação de segurança. De apenas cinco minutos de duração, o funeral começou duas horas antes do anunciado e foi realizado na mesquita de Al Galaa pelo xeque Mohamed Sayed al Tantaui, da mesquita de Al Azhar, que tem autoridade religiosa sobre todo o Islã sunita. O religioso leu várias passagens do Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos, diante do caixão, que estava envolvido por uma bandeira palestina e colocado em frente da Qibla, o lugar mais sagrado de um templo islâmico. O novo líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Mahmoud Abbas, e o presidente do Parlamento e líder interino palestino, Raui Fatuh, receberam no local os pêsames das centenas de pessoas presentes. Ao ritmo da marcha fúnebre, tocada por uma banda militar egípcia, o cortejo percorreu a pé os 300 metros que separam o local da base área de Almaza, de onde o corpo de Arafat foi levado para Ramallah.

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