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Na Venezuela, atentado mata promotor que investigava advers�rios de Ch�vez

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Caracas - A explosão de um carro-bomba matou um promotor venezuelano que investigava adversários do presidente Hugo Chávez, acusados de terem dado apoio ao breve golpe de Estado de 2002, disseram autoridades ontem. O governo insinuou que os EUA estão por trás de grupos opositores, abrigando em seu território grupos contrários ao mandatário. O jipe Toyota amarelo destruído na explosão ocorrida na noite de quinta-feira pertenceria a Danilo Anderson, que liderava as investigações contra centenas de políticos da oposição, advogados, empresários e ex-oficiais das Forças Armadas. As autoridades venezuelanas, porém, disseram que vão esperar a conclusão do trabalho dos peritos antes de divulgar definitivamente a identidade do corpo bastante queimado do motorista do veículo. ?Temos quase certeza de que era ele?, afirmou o ministro do Interior do país, Jesse Chacon, na manhã de ontem. ?Tratou-se, sem dúvida, de um ataque?, emendou. Alguns objetos pessoais de Anderson foram achados ao redor dos destroços do jipe. Familiares do promotor estavam no local da explosão, um bairro de classe média de Caracas. Segundo Chacon, as investigações iniciais mostraram que um explosivo pode ter sido colocado debaixo do banco do motorista. Autoridades do governo da Venezuela acusaram os EUA de permitirem que oponentes do regime de Hugo Chávez considerados por ele ?fascistas e terroristas? circulem em seu território. ?Foi claramente um assassinato político?, disse o ministro da Informação Andres Izarra. ?Acreditamos que o governo dos EUA deve explicar como esses grupos terroristas podem estar operando na Flórida, no território dos EUA?, acrescentou. Chávez acusa Washington de apoiar cegamente oponentes que argumentam estar defendendo a democracia contra uma ?ditadura?. Alguns grupos da oposição, diz o mandatário, são sustentados pelos EUA e têm o objetivo de tirá-lo do poder ou assassiná-lo. O governo de Washington, por sua vez, condenou o ataque com carro-bomba. O incidente aconteceu durante um período de relativa calma no país, o quinto maior exportador de petróleo do mundo e palco freqüente de enfrentamentos violentos surgidos depois do breve golpe de Estado comandado por opositores de Chávez. O plebiscito realizado no dia 15 de agosto garantiu ao presidente sua permanência no poder. O pleito de 31 de outubro, para cargos municipais e estaduais, consolidou o controle dele sobre o governo e fragilizou ainda mais a oposição. Anderson coordenava o inquérito sobre os cerca de 400 opositores de Chávez apontados de envolvimento no golpe de 2002. Menos de duas semanas atrás, o promotor disse estar prevendo para breve a finalização do indiciamento formal de todos os suspeitos. O presidente Hugo Chávez, que se preparava para viajar para a Costa Rica para participar da Cúpula Ibero-Americana, tomou conhecimento do caso e desistiu da viagem. O procurador-geral Isaías Rodríguez disse que o ato foi um atentado contra a Justiça, acrescentando que o caso será investigado por todo o corpo da procuradoria.

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