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Bush enfrenta protesto em reuni�o no Chile

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Santiago - Manifestantes mascarados que faziam um protesto contra os Estados Unidos durante a cúpula da Ásia-Pacífico ontem, no Chile, lançaram pedras e coquetéis molotov contra a polícia, que reagiu com jatos d?água e gás lacrimogêneo. Uma grande passeata contra o encontro de dois dias de 21 líderes de países banhados pelo Pacífico se tornou violenta quando algumas dezenas de jovens se separaram da multidão e começaram a atacar a polícia. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, devia chegar a Santiago ontem, e sua visita se tornou o principal motivo dos protestos. Dezenas de milhares de pessoas tomaram as ruas do centro da cidade carregando cartazes e gritando slogans contra a ocupação americana no Iraque. ?Bush, fascista, terrorista? era uma das palavras de ordem. ?Meu protesto é contra Bush. Ninguém deu a ele permissão para ir ao Iraque. Ele pensa que é Deus?, disse a dona-de-casa Maria Inês. A área atingida pela violência era pequena, e os incidentes não atrapalharam as reuniões bilaterais previstas para ocorrerem antes da cúpula no fim de semana. Entre os líderes que visitam o Chile estão o russo Vladimir Putin e o chinês Hu Jintao. Os ministros que participam das reuniões preparatórias discutiram formas de retomar as negociações comerciais globais, iniciadas há três anos em Doha. A cooperação contra o terrorismo internacional também está na agenda, a pedido de países como os EUA e a Rússia. O líder da China, por sua vez, aproveitou sua visita à América Latina para garantir o fornecimento de matérias-primas para a sua pujante economia. Ele iniciou negociações de livre comércio com o Chile, maior exportador mundial de cobre, e prometeu investimentos ao Brasil e à Argentina. Segundo a polícia, havia 25 mil manifestantes nas ruas de Santiago nesta sexta-feira. Os organizadores dizem que eram 70 mil. ?O comparecimento é muito maior do que esperávamos. Esta é uma resposta educada à barbárie de Bush?, disse Ernesto Medina, um dos organizadores. De acordo com os manifestantes 25 pessoas foram presas, mas não foram registrados feridos.

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