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Pa�ses pressionam Iraque por elei��es pac�ficas

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Egito - Os representantes de 20 países que participam de conferência internacional sobre o futuro político do Iraque, no Egito, pressionaram o governo interino do país, ontem, para assegurar que as eleições no país sejam realizadas no dia 30 de janeiro de forma segura e pacífica. Os Estados Unidos, Europa, China, Japão e as nações árabes e do Oriente Médio afirmaram, numa nota em conjunto, que Bagdá deve reunir grupos políticos e líderes da sociedade civil antes do pleito parlamentar ?com uma visão para encorajar maior participação nas eleições gerais?. Mais cedo, em discursos realizados no resort no Mar Vermelho de Sharm el-Sheikh, os ministros das Relações Exteriores disseram que a participação completa nas eleições era a chave para a reconciliação no Iraque, onde os insurgentes declararam guerra ao governo e às forças de coalizão dos EUA e seus aliados. Alguns grupos muçulmanos sunitas estão ameaçando não participar do pleito, parcialmente em protesto contra a ocupação estrangeira. No entanto, as autoridades iraquianas amenizaram a gravidade da ameaça, que pode fragilizar a legitimidade de um governo pós-eleitoral. O comunicado em conjunto, um compromisso elaborado e acordado há alguns dias, não condena a insurgência abertamente, mas enfatiza a necessidade de diálogo para solucionar os problemas do Iraque. O ministro das Relações Exteriores do Egito e anfitrião, Ahmed Aboul Gheit, disse aos participantes que a salvação do Iraque consiste em fazer da eleição um sucesso e garantir que ?todas as forças razoáveis? participem. ?Um consenso não vai ocorrer a não ser que se expanda o escopo do diálogo entre as forças nacionais, diminuindo a lacuna que divide os vários partidos e rejeitando a violência política e intimidação?, disse Gheit. ?À medida que as eleições se aproximam, cada esforço deve ser feito para providenciar incentivos para os vários grupos iraquianos participarem de um processo nacional de reconciliação?, afirmou o secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan. Os ministros das Relações Exteriores da Síria, Farouq al-Shara; da Alemanha, Joschka Fischer; e o Comissário Europeu, Benita Ferrero-Waldner, fizeram comentários semelhantes. Ofensiva Ontem, uma força de cerca de 5.000 soldados americanos, britânicos e iraquianos realizou uma operação de grande envergadura contra bastiões rebeldes ao sul de Bagdá (capital), informou um comunicado do Exército dos EUA. ?A última ofensiva (...) engloba mais de 5.000 [membros das] forças americanas, britânicas e iraquianas e acontece depois de ter arrebatado rapidamente a cidade rebelde de Falluja?, afirma o comunicado militar, referindo-se à localidade sunita situada a oeste de Bagdá, na qual as forças americanas e iraquianas lançaram uma operação há duas semanas.

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