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Palestina: dez candidatos disputam lugar de Arafat

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Ramallah, Cisjordânia - Dez candidatos vão concorrer à eleição presidencial palestina, que escolherá o sucessor de Yasser Arafat em 9 de janeiro, anunciaram autoridades locais ontem, um dia depois de encerrado o prazo de registro. As incertezas em relação ao pleito são crescentes. O grupo radical Jihad Islâmica seguiu o exemplo do Hamas e anunciou boicote ao processo. O registro de última hora de Marwan Barghouthi, um líder popular do levante palestino que cumpre penas de prisão perpétua em Israel também criou mal-estar. Barghouthi é um dos líderes da Fatah, movimento político fundado por Arafat, mas vai concorrer como candidato independente à presidência da Autoridade Palestina. Apesar de sua detenção e de Israel não dar sinal de que pretende libertá-lo, Barghouthi tornou-se uma pedra no caminho do candidato da Fatah, o ex-premier Mahmoud Abbas, um moderado que substituiu Arafat na chefia da Organização pela Libertação da Palestina. Até então, ele era considerado favorito - o que agradava os mediadores internacionais do conflito entre palestinos e israelenses -, apesar de ter pouco apelo popular. ?Tínhamos esperança de que ele (Barghouthi) mudasse sua decisão, para que pudéssemos manter a unidade da Fatah e a unidade do povo palestino?, disse Nabil Abu Rdainah, um ex-assessor do presidente Yasser Arafat. A candidatura de Barghouthi pode minar Abbas numa votação que daria a ele legitimidade necessária para assinar um eventual acordo de paz com Israel. Na semana passada, Barghouthi chegou a divulgar uma mensagem, abrindo mão de concorrer pela Fatah e pedindo apoio a Abbas. Sua decisão pela candidatura independente, por isso, foi uma surpresa. Dois registros foram negados, por inelegibilidade. As chances dos outros oito candidatos são consideradas mínimas. Todos têm até 15 de dezembro para retirar suas candidaturas.

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