Internacional
Oposi��o continua firme nas ruas da Ucr�nia
Ruslan Knyazevych, membro da Comissão Central Eleitoral ucraniana, afirmou ontem que o resultado do segundo turno da eleição à Presidência da Ucrânia teve 1 milhão de votos falsificados. Knyazevych fez esta declaração ao apresentar-se para a Suprema Corte ucraniana, que investiga pelo quarto dia as acusações de fraudes feitas por Mykola Katerinchuk, partidário do líder oposicionista Viktor Yushchenko, 50. A eleição foi vencida pelo primeiro-ministro ucraniano e pró-russo, Viktor Yanukovich, 54, por uma diferença de 871.402 votos. As acusações paralisaram o país desde o dia 21 de novembro, quando foi realizada a eleição. Manifestantes continuam nas ruas e praças públicas em protesto contra o resultado do pleito. Yushchenko afirmou ontem que a data de uma nova eleição presidencial pode ser declarada dentro de quatro ou cinco dias. ?A Suprema Corte necessitará um ou dois dias para chegar a uma decisão [sobre a validade da votação], depois de um ou dois dias para a Comissão Eleitoral Central e então um dia a mais para que o Parlamento decida a data da eleição?, afirmou. O presidente ucraniano, Leonid Kuchma, 66, reuniu-se ontem com o presidente russo, Vladimir Putin, na tentativa de encontrar uma solução à crise na Ucrânia. Putin criticou a posição de Yushchenko, e disse estar ?surpreso? com a exigência do líder da oposição. ?Uma nova votação poderá ser feita pela terceira, quarta, 25ª vez, até que um lado chegue ao resultado desejado?, disse Putin, durante seu encontro com Kuchma, mostrado pelas redes de TV russas. Kuchma se declarou favorável a uma nova eleição, e não só a realização de um novo segundo turno. Putin foi o líder internacional que deu o maior apoio a Yanukovich. ?Não estamos indiferentes ao que acontece lá [na Ucrânia]?, disse o presidente russo.