Internacional
Em Madri, terroristas bascos voltam a atacar
Madri - Cinco bombas explodiram ontem em postos de gasolina de Madri. As explosões ocorreram depois de um telefonema ter alertado, em nome do grupo separatista basco ETA, para a colocação de cinco bombas na cidade. Quatro pessoas ficaram levemente feridas, segundo o site do jornal El Mundo. Apesar de pouco intensas, as explosões tiveram reflexo em toda a cidade. Cinco estradas foram fechadas quando os moradores da capital espanhola começavam a deixar a cidade para o feriado prolongado dos dias da Constituição e da Imaculada. As retenções tornaram-se quilométricas. O episódio avivou o pesadelo de 11 de março de 2004, quando quase 200 pessoas morreram em explosões nos trens metropolitanos da capital espanhola, numa ação de extremistas islâmicos. Ao mesmo tempo, mostrou que o ETA, mesmo combalido, permanece ativo e capaz de representar uma ameaça. A polícia conseguiu desocupar os postos de gasolina antes das detonações, o que impediu que os atentados causassem mortes ou deixassem feridos graves. O telefonema anônimo foi dado ao jornal Gara, do País Basco, por volta das 17h30 (hora local; 14h30 em Brasília), avisando que as bombas explodiriam uma hora depois. Segundo o jornal El Mundo, os cinco artefatos estavam em latas de lixo e não tinham grande potência. Mas houve danos materiais importantes. O atentado de 11 de março chegou a ser atribuído em princípio aos separatistas bascos. As investigações provaram que não houve envolvimento deles, mas a perseguição ao grupo continuou firme e, em outubro, numa das mais importantes operações já realizadas contra o ETA, foram presos seu principal líder, Mikel Albizu Iriarte (Mikel Antza), e a mulher dele, Soledad Iparraguirre Genetxea (conhecida como Anboto), outra figura fundamental da organização.