Internacional
Bush reconhece dificuldades no Iraque
Washington - Enquanto se enterravam os mais de 60 mortos em dois grandes atentados contra cidades xiitas iraquianas ocorridos no domingo, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, deu uma entrevista coletiva convocada às pressas, ontem, em que reconheceu o despreparo das novas forças de segurança do Iraque para tomar conta sozinhas do país. Apesar disso, Bush reafirmou que a violência não vai forçar o adiamento das eleições, marcadas para 30 de janeiro. Bush disse estar ?convencido? de que o Iraque está pronto para viver uma democracia, mas confessou não achar que as forças iraquianas estejam suficientemente treinadas e prontas para, sozinhas, cuidar da segurança do país. ?Não espero que o processo seja livre de problemas, mas as eleições acontecerão e o Iraque será, em breve, uma democracia?, disse Bush. O presidente acusou insurgentes no Iraque de tentar ?interromper o processo democrático? e pediu ao povo americano que seja paciente. ?As eleições de janeiro serão o começo de um processo e é importante que o povo americano compreenda isso?, disse Bush. Ele não escondeu, porém, seu descontentamento com as forças de segurança iraquianas. ?Quando as coisas ficaram difíceis, (eles) abandonaram o campo de batalha. Isso é inaceitável?. Bush disse que os resultados do treinamento militar dos iraquianos ?foi misto? e que, às portas de escolher o Parlamento que ditará os rumos do país e estabelecerá uma nova Constituição, o Iraque não tem ?uma estrutura militar viável?. O presidente defendeu o trabalho do secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, de quem disse que ?está fazendo um grande trabalho? e ressaltou que se trata de um ?trabalho muito complexo, sobretudo em tempos de guerra?.