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Nº 5715
Internacional O presidente ucraniano Volodimir Zelenski foi aplaudido de pé durante discurso nos EUA

Rússia denuncia que EUA lutam ‘guerra indireta’ contra o país

Foi a primeira vez que a Rússia se manifestou sobre a viagem inédita de Zelensky a Washington

Por Folhapress | Edição do dia 23/12/2022 - Matéria atualizada em 23/12/2022 às 04h00

O Kremlin afirmou nesta quinta-feira (22) que a visita do presidente ucraniano Volodimir Zelensky aos Estados Unidos é uma prova de que Washington vem travando uma “guerra indireta e por procuração” contra a Rússia. Foi a primeira vez que a Rússia se manifestou sobre a viagem inédita de Zelensky a Washington, na quarta-feira (21). Zelensky se reuniu com o presidente norte-americano, Joe Biden, e, pela noite, discursou na Câmara dos Deputados do país. O porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, disse achar que o discurso de Zelensky reflete que nem ele nem os Estados Unidos têm intenção de “ouvir a Rússia”. “Até agora, podemos observar com pesar que nem o presidente (americano Joe) Biden nem o presidente Zelensky disseram nada que pudesse ser visto como uma possível disposição de ouvir as preocupações da Rússia”, disse Peskov. O porta-voz minimizou o novo apoio militar anunciado por Biden durante a visita do líder ucraniano. Os EUA doarão US$ 1,85 bilhão (R$ 9,6 bilhões) em assistência militar adicional para a Ucrânia, incluindo a transferência do Patriot, um dos mais modernos sistemas de defesa aérea do mundo. Peskov disse que o uso do Patriot não vai inibir a Rússia, pelo contrário.

aplausos

O presidente ucraniano Volodimir Zelenski foi aplaudido de pé por democratas e republicanos durante o discurso que fez na noite desta quarta-feira (21) no Congresso dos Estados Unidos. Ele agradeceu a ajuda financeira e bélica dos americanos. E disse que ucranianos estão firmes na guerra imposta pela Rússia. Zelensky pediu o apoio dos Estados Unidos, ressaltando aos congressista que o dinheiro americano não é caridade, mas sim “um investimento na segurança global e na democracia que administramos da maneira mais responsável.” Joe Biden anunciou cerca de US$ 2 bilhões em assistência militar para a Ucrânia. O país também enviará mais de 374 milhões de dólares em ajuda humanitária ainda hoje. O valor enviado será dividido entre comida e assistência em dinheiro para mais de 1,5 milhão de ucranianos. Parte da ajuda será destinada para o “acesso a cuidados de saúde, água potável e ajuda para se manter aquecido no inverno” para mais de 2,5 milhões de moradores da Ucrânia. Zelensky também fez citou a proposta dos EUA, que pretende enviar US$ 44,9 bilhões ao país. O projeto ainda será votado no Congresso nos próximos dias. Para impulsionar, o ucraniano disse que as escolhas do Congresso norte-americano podem salvar “milhões de vidas”. No final de sua fala, ele entregou uma bandeira da Ucrânia à vice-presidente americana Kamala Harris e à presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos Nancy Pelosi. Logo que foi anunciado para discursar, os congressistas americanos se levantaram e aplaudiram Zelenski. “A Ucrânia permanece firme nas suas linhas e nunca vai se entregar”, disse o presidente ucraniano - que foi interrompido pelos aplausos dos congressistas. Agradeceu o apoio dos americanos. “O seu dinheiro, não é caridade. É um investimento na segurança global”, completou. Joe Biden anunciou cerca de US$ 2 bilhões em assistência militar para a Ucrânia -o que incluirá uma bateria de mísseis Patriot-, disse uma autoridade dos EUA. A defesa aérea da Ucrânia foi fundamental para evitar que o exército obtivesse vantagem no conflito.

O presidente dos EUA também explicou que o país enviará mais de 374 milhões de dólares em ajuda humanitária à Ucrânia ainda hoje. O valor será dividido entre comida e assistência em dinheiro para mais de 1,5 milhão de ucranianos, além de “acesso a cuidados de saúde, água potável e ajuda para se manter aquecido no inverno” para mais de 2,5 milhões de moradores da Ucrânia.

Mais cedo, o porta-voz russo, Dmitri Peskov, disse que o fornecimento contínuo de armas ocidentais à Ucrânia levaria a um “aprofundamento” do conflito. O Kremlin afirmou nesta quarta-feira que não vê chance de negociações de paz com Kiev.

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