Internacional
Embaixada confirma morte de brasileira
Rio de Janeiro - A Embaixada brasileira na Tailândia confirmou a morte da diplomata Lys Amayo de Benedek D?Avola e de seu filho, João Lucas, de 10 anos. Ambos foram vítimas do maremoto que atingiu o sudeste asiático no domingo. Ontem de manhã, o conselheiro da Embaixada Fernando José de Carvalho Lopes reconheceu os corpos dos dois. Lys era carioca e vivia em Bancoc desde o ano passado, trabalhando na Embaixada como primeira-secretária e ministra-conselheira. Ela deveria regressar ao Brasil em março e passava férias na ilha de Phi Phi, que foi arrasada pela tragédia. O marido dela estaria ferido e internado num hospital local, mas isso não está confirmado. A filha do casal, Taís, de 20 anos, escapou ilesa porque preferiu ficar no hotel em vez de passear com a família. O Ministério das Relações Exteriores divulgou nota lamentando a morte da conselheira Lys Amayo e de Gianluca. O comunicado diz que ?durante os mais de 20 anos em que serviu ao Ministério das Relações Exteriores, a conselheira Lys Amayo de Benedek D?Avola se distinguiu por sua integridade, seriedade e competência, além da afabilidade, que lhe permitiu granjear largo círculo de amizades entre os seus colegas brasileiros e estrangeiros?. O Ministério das Relações Exteriores lamentou a perda da funcionária e de seu filho e ?se associa à dor dos familiares e amigos da conselheira?. A mãe da diplomata brasileira embarcou ontem à noite para a Tailândia. O Itamaraty providenciou passagens e passaporte. ?A minha filha era muito querida. Dizem que a gente deve agradecer a Deus. De alguma forma, eu agradeço porque a minha neta se salvou?, disse Teresa Amayo. Teresa disse que a neta tentou convencê-la a não ir para a Tailândia por causa da tristeza e do cenário de destruição naquele país. Segundo Teresa, a família ainda não decidiu se os corpos de Lys e Gianluca serão trazidos para o Brasil. Mas ela disse que o sonho da diplomata era voltar a viver no Brasil e estava perto de se concretizar.