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Nº 5710
Internacional

Cardeais querem expulsar padres envolvidos em casos de pedofilia

Vaticano – Os cardeais americanos apresentaram, ontem, medidas especiais, além das estipuladas no código canônico, para “destituir” os sacerdotes que “cometeram de maneira notória violências sexuais contra menores”. A proposta está no documento apresentad

Por | Edição do dia 25/04/2002 - Matéria atualizada em 25/04/2002 às 00h00

Vaticano – Os cardeais americanos apresentaram, ontem, medidas especiais, além das estipuladas no código canônico, para “destituir” os sacerdotes que “cometeram de maneira notória violências sexuais contra menores”. A proposta está no documento apresentado à imprensa ao fim de dois dias de reuniões no Vaticano, realizadas a pedido do Papa João Paulo II, para enfrentar o problema que levou a Igreja Católica dos Estados Unidos a uma profunda crise. Os cardeais Theodore McCarrick, arcebispo de Washington, James Stafford, presidente do Conselho Pontifício para os Leigos, e Daniel Wilton Gregory, presidente da Conferência Episcopal Americana, destacaram que “está crescendo” a iniciativa de aplicar a “tolerância zero” contra os religiosos pedófilos dentro da Igreja nos Estados Unidos. Os cardeais resumiram em seis pontos as medidas para afastar os religiosos que cometeram violências sexuais contra menores e inclusive anunciaram um “processo especial” contra os envolvidos nestes casos. Para Gregory, que apresentou as medidas à imprensa, os padres reincidentes serão “afastados, expulsos”. Aqueles que são apenas suspeitos “serão suspensos, enquanto não se comprovar que se trata de um pedófilo reincidente. Se for comprovado, será afastado”, disse. Perdão brasileiro Enquanto os cardeais norte-americanos propõem a expulsão dos pedófilos, o bispo de Blumenau (SC) e responsável pelo setor de Vocações e Ministério da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), dom Angélico Sândalo Bernardino, afirmou que o padre Heriberto dos Santos, 43, de Franca, que engravidou uma adolescente de 16 anos, pode continuar na função se quiser, mas terá sua responsabilidade reduzida. “Ele (o padre) pode se reequilibrar. Não tem problema ele continuar no ministério desde que tenha o acompanhamento de um padre. Ele terá uma responsabilidade menor, pelo menos por um bom tempo, até que mostre que refez a vida. Não poderá, por exemplo, assumir a responsabilidade por uma paróquia”, afirmou dom Angélico, que foi padre em Ribeirão Preto (314 km de São Paulo) nos anos 60 e 70.

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