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Pa�ses ricos disputam ajuda a v�timas do maremoto

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Jacarta - A ajuda prometida por governos estrangeiros aos países afetados pelo maremoto de 26 de dezembro no Índico passou de US$ 3,5 bilhões. É a maior mobilização de governos para socorro de áreas em crise humanitária desde o fim da II Guerra Mundial. Ontem, a Austrália tornou-se o maior doador isolado, anunciando que destinará US$ 765 milhões à região. Nunca a Austrália contribuirá com tanto dinheiro para socorro de uma crise humanitária. A Alemanha e a Grã-Bretanha também elevaram substancialmente suas contribuições. Berlim vai destinar US$ 674 milhões às vítimas; Londres disse que vai passar dos US$ 100 milhões atuais para ?várias centenas de milhões? nas próximas semanas. O Japão prometeu US$ 500 milhões e estuda declarar moratória unilateral da dívida dos países assolados pelo maremoto, como já fez o Canadá, que doará US$ 66 milhões. O governo dos Estados Unidos prometeu US$ 350 milhões e colocou os ex-presidentes George Bush e Bill Clinton à frente dos esforços para estimular a iniciativa privada a fazer doações. O Banco Mundial também se comprometeu a ajudar, com US$ 250 milhões. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, que chegou ontem a Jacarta, pediu aos líderes mundiais que honrem suas promessas de ajuda. ?Espero que todo o dinheiro seja entregue?, disse Annan, que encabeça hoje uma cúpula de crise com líderes de 26 países e organizações humanitárias. Em entrevista à CNN, Annan disse que o dinheiro tem que ser ?novo e adicional, não roubar de Pedro para pagar Paulo, tirando dinheiro de outras crises?. Esse surto de generosidade, no entanto, levanta a questão de se os países ricos não estariam usando a tragédia como instrumento numa disputa por influência mundial. Perguntado sobre a corrida às doações na véspera da conferência internacional, o chefe de ajuda humanitária da ONU, Jan Egeland, respondeu: ?Eu prefiro ver compaixão competitiva a não ver nenhuma compaixão?. Egeland havia causado mal-estar no governo dos EUA ao criticar as doações iniciais dos países ricos, declarando-as ?estreitas?. No entanto, o comissário da União Européia para desenvolvimento e ajuda humanitária, Louis Michel, pediu que os doadores não se envolvam numa disputa pessoal. ?Temos de ser cuidadosos e não participar de um concurso de beleza?, disse. Esporte unido Ontem, o heptacampeão mundial de Fórmula-1, Michael Schumacher, anunciou que doará US$ 10 milhões para as vítimas do maremoto que arrasou regiões do Sudeste asiático. Várias outras contribuições já foram anunciadas por atletas e entidades ligadas ao esporte. Em Londres, o Comitê Olímpico Internacional (COI) prometeu US$ 1 milhão para ajudar as vítimas da tragédia.

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