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Brasileiro pode estar seq�estrado no Iraque

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Um brasileiro está desaparecido e pode ter sido seqüestrado ontem nas proximidades da cidade de Beiji, ao norte de Bagdá (capital). A Construtora Norberto Odebrecht S.A. divulgou um comunicado informando o desaparecimento de um de seus funcionários, mas não revelou a identidade dele alegando motivos de segurança. O brasileiro estava em um comboio que sofreu uma emboscada de insurgentes iraquianos. Na ação, dois funcionários da empresa de segurança britânica Janusian ? um britânico e outro iraquiano ? foram mortos. A construtora afirmou que participa da obra de reforma de uma usina termelétrica na região, que estava sendo protegida pelos britânicos. ?A Construtora Norberto Odebrecht S.A. comunica que está fazendo todos os esforços necessários para o breve e favorável desfecho do provável seqüestro de um dos seus integrantes?, diz a nota. O Itamaraty disse ter encaminhado um pedido para que a Embaixada do Brasil em Amã, na Jordânia, investigue a informação, já que o Brasil não tem embaixada no Iraque. David Claridge, da Janusian, disse que a empresa está trabalhando com autoridades iraquianas para localizar o desaparecido. Eleições A aproximação das eleições de 30 de janeiro deflagraram outro conflito no Iraque, encoberto pelos protestos e ataques contra a presença dos EUA no país: a luta pelo poder entre xiitas e sunitas, que pode levar o Iraque a uma guerra civil, segundo o ministro do Interior iraquiano, Falah al Naqib. O boicote das eleições, por parte dos sunitas, e a série de ataques contra líderes xiitas que têm acontecido nas últimas semanas no Iraque, revelam a tensão entre as duas principais facções islâmicas do país. ?Se isso [o boicote] acontecer, o povo iraquiano vai entrar em uma guerra civil que vai dividir o país?, disse o ministro. Políticos sunitas e clérigo pediram a seus seguidores que boicotem as eleições, o que pode inviabilizar os resultados. Sem a eleição de uma assembléia, o governo iraquiano não pode iniciar o desenvolvimento da primeira Constituição do país. ?A participação [dos sunitas] é importante. O boicote significa uma traição?, afirmou Naqib. Ontem pela manhã um carro-bomba explodiu em frente ao posto de segurança da sede do maior partido xiita do Iraque, o Conselho da Revolução Islâmica do Iraque. Três pessoas foram mortas e ao menos quatro foram feridas, segundo o Exército americano. Homens armados assassinaram o candidato xiita Jabbar Sahl, 48. A informação foi divulgada por seus familiares. Vários colaboradores do principal líder xiita iraquiano, o aiatolá Ali al Sistani, foram assassinados nas últimas semanas. Na quarta-feira (12), o xeque xiita Mahmoud al Madahini e seu filho foram mortos em Bagdá. No mesmo dia, a polícia havia descoberto o corpo de Muayad Sami, que pertencia ao Partido Comunista iraquiano. Al Sistani criou uma coalizão xiita que levará às eleições uma lista com nomes de 228 candidatos, representantes dos principais partidos xiitas, e candidatos à participação minoritária de sunitas e curdos independentes.

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