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Nº 5756
Internacional

Bush assume e promete luta contra “tirania”

Em seu discurso de posse, o presidente reeleito George W. Bush, 58, afirmou que dará prosseguimento à política que marcou seus quatro primeiros anos de governo (conhecida como Doutrina Bush, que prevê ações militares preventivas com a justificativa de pro

Por | Edição do dia 21/01/2005 - Matéria atualizada em 21/01/2005 às 00h00

Em seu discurso de posse, o presidente reeleito George W. Bush, 58, afirmou que dará prosseguimento à política que marcou seus quatro primeiros anos de governo (conhecida como Doutrina Bush, que prevê ações militares preventivas com a justificativa de proteção) e que os Estados Unidos vão levar “esperança a todos aqueles que vivem em tirania, sem esperança e oprimidos”. “A política dos EUA é conseguir e apoiar governos democráticos e eliminar a tirania do nosso mundo. Lançaremos mão de armas quando for necessário”, declarou ele. Bush usou a palavra “tirania”, que foi utilizada na terça-feira (18) pela secretária de Estado designada Condoleezza Rice, para falar de seis países: Cuba, Belarus, Mianmar, o Irã, a Coréia do Norte e o Zimbábue. Em 2002, Bush afirmou que o Irã, a Coréia do Norte e o Iraque eram o “eixo do mal”. “Os EUA não vão fingir que os prisioneiros querem ficar na prisão, que as mulheres querem ficar sem direitos... mas vamos exigir que esses povos tratem seus povos de forma decente”. Sem citar um nome ou mais de países que comporiam o “império da tirania”, Bush afirmou ainda que o dever mais solene dele é defender os Estados Unidos de ataques futuramente. Antes de seu discurso, Bush, que é o 43º presidente americano, prestou juramento, com a mão direita apoiada na Bíblia, que era segurada pelo presidente da Suprema Corte, William Rehnquist. O dia de posse começou com uma cerimônia religiosa em uma capela a poucos metros da Casa Branca que reuniu cerca de 300 pessoas, entre elas os pais de Bush, o ex-presidente George Bush (1989-1993) e Barbara, membros da família, o vice-presidente Dick Cheney e a mulher dele, Lynne, a secretária de Estado designada, Condoleezza Rice, o secretário de Defesa Donald Rumsfeld, o secretário de Tesouro John Snow, segundo o jornal Washington Post. Segurança O valor estimado do custo da festa de posse chegou a US$ 40 milhões. As despesas serão pagas com doações individuais e de empresas. Só com a segurança, calcula-se que a cidade de Washington gastaria US$ 17 milhões. Barreiras de concreto para prevenir atentados, cães adestrados para a detecção de explosivos, franco-atiradores, registro de todos os que estariam nas ruas por onde passaria a limusine presidencial fizeram parte da segurança do evento. Além dos atiradores de elite postados ao longo do percurso do cortejo oficial, as janelas dos prédios diante da Casa Branca foram fechadas, assim como os edifícios públicos e os acessos também controlados. Cerca de seis mil membros das forças de segurança foram mobilizados na capital americana.

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