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Nº 5718
Internacional

Argentina aprova lei para evitar fuga de dep�sitos

Buenos Aires – O Senado da Argentina aprovou, na noite de ontem, um importante projeto de lei que dá ao governo meios para impedir a fuga dos depósitos bancários que ameaça o sistema financeiro do país, disseram parlamentares. O projeto, que precisa ser a

Por | Edição do dia 26/04/2002 - Matéria atualizada em 26/04/2002 às 00h00

Buenos Aires – O Senado da Argentina aprovou, na noite de ontem, um importante projeto de lei que dá ao governo meios para impedir a fuga dos depósitos bancários que ameaça o sistema financeiro do país, disseram parlamentares. O projeto, que precisa ser apreciado ainda pela Câmara dos Deputados, condiciona a liberação das contas congeladas à aprovação da Suprema Corte do país. Os correntistas estavam conseguindo liberar os recursos com liminares concedidas por tribunais de instâncias inferiores. O governo mantém os bancos fechados desde segunda-feira e afirmou que somente vai permitir a reabertura quando o projeto seja convertido em lei. Fontes legislativas acreditam que o projeto passará também pelo crivo dos deputados. Banqueiros receberam bem o projeto, proposto depois da renúncia do ministro da Economia Jorge Remes Lenicov, na terça-feira, em meio à resistência do Congresso aos seus planos originais de converter cerca de US$ 29 bilhões de depósitos congelados em bônus do governo. A Argentina suspendeu as operações de câmbio até hoje para conter a saída de depósitos do quase falido sistema financeiro do país, condicionado à aprovação da nova lei. O governo disse que vai manter os bancos parcialmente fechados até hoje. Diversos setores do governo argentino estão insistindo na volta do demissionário Jorge Remes Lenicov ao Ministério da Economia. Os líderes e parlamentares justicialistas criticam a indicação de Roberto Lavagna para o cargo, afirmando que o embaixador tem mais vínculos com a UCR (União Cívica Radical) que com o Partido Justicialista. O economista, atual embaixador da Argentina na União Européia, teve participação na criação do Plano Austral, implantado durante o governo de Raúl Alfonsín, líder da UCR, partido do ex-presidente Fernando de la Rúa.

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