app-icon

Baixe o nosso app Gazeta de Alagoas de graça!

Baixar
Nº 5756
Internacional

Mundo lembra 60 anos do fim de Auschwitz

Cerca de dois mil sobreviventes se reuniram ontem em Auschwitz, na Polônia, para marcar os 60 anos da liberação do campo de concentração nazista. Líderes de 38 países, entre eles o vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, e o presidente da Rússia

Por | Edição do dia 28/01/2005 - Matéria atualizada em 28/01/2005 às 00h00

Cerca de dois mil sobreviventes se reuniram ontem em Auschwitz, na Polônia, para marcar os 60 anos da liberação do campo de concentração nazista. Líderes de 38 países, entre eles o vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, também se reuniram para lembrar a chegada das tropas soviéticas ao campo, em 1945. Mais de 1 milhão de pessoas, a maioria judeus, foram mortas no campo. Em temperaturas inferiores a zero, a cerimônia oficial em Auschwitz-Birkenau começou com a reprodução dos sons dos trens que traziam novos prisioneiros ao campo. O presidente da França, Jacques Chirac, inaugurou no campo um memorial para os 80 mil franceses – a maioria judeus – que foram deportados para o campo durante a ocupação alemã na França. Ao anoitecer, sobreviventes e veteranos do Exército Vermelho soviético acenderam juntos velas para lembrar os mortos. O primeiro evento do dia foi um fórum intitulado “Deixe Meu Povo Viver”, em um velho teatro em Cracóvia, uma cidade medieval a cerca de uma hora de Auschwitz. Lá, líderes de 43 países assistiram a filmes de prisioneiros esqueléticos ao som de uma Sinfonia de Shostakovich. Depois, cada um dos líderes subiu a um palco para pedir ao mundo que não se esqueça do que aconteceu em Auschwitz. O novo presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, lembrou como seu pai, um prisioneiro naquele campo de concentração, costumava contar-lhe histórias sobre o local. O presidente de Israel, Moshe Katsav, disse que a história do holocausto não pode ser distorcida. Já Vladimir Putin, da Rússia, afirmou que ninguém tem o direito de ser indiferente ao anti-semitismo.

Mais matérias
desta edição