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Nº 5750
Internacional

Ap�s elei��es, ataques matam 19 no Iraque

Após as eleições do último domingo (30), uma nova onda de ataques começou na noite da quarta-feira no Iraque e se estendeu pela madrugada de ontem, principalmente ao norte do país, causando a morte de ao menos 19 pessoas, entre eles soldados e civis iraqu

Por | Edição do dia 04/02/2005 - Matéria atualizada em 04/02/2005 às 00h00

Após as eleições do último domingo (30), uma nova onda de ataques começou na noite da quarta-feira no Iraque e se estendeu pela madrugada de ontem, principalmente ao norte do país, causando a morte de ao menos 19 pessoas, entre eles soldados e civis iraquianos, além de dois fuzileiros navais (marines) dos Estados Unidos . O primeiro ataque aconteceu em Kirkuk (norte), onde 12 recrutas iraquianos foram assassinados a tiros por rebeldes, afirmou o general Anwar Mohammed Amin. Segundo ele, dois soldados foram poupados para que avisassem a outros sobre os “perigos” de se unir às forças de segurança iraquianas e americanas. De acordo com os relatos dos sobreviventes, os agressores disseram pertencer ao grupo islâmico Takfir wa Hijra, que nasceu no Egito durante a década de 60, e prega a criação de uma comunidade islâmica utópica. Baquba Em Baquba, também ao norte, homens armados atiraram contra um veículo que carregava funcionários iraquianos contratados por uma base do Exército americano na região, na manhã de ontem. Duas pessoas foram mortas. Outros dois civis morreram e seis ficaram feridos, quando insurgentes atiraram morteiros contra uma base militar americana na cidade de Tal Afar, a 50 quilômetros de Mossul, a terceira maior cidade do país, e considerada hoje um dos maiores bolsões insurgentes. Na capital Bagdá, rebeldes atacaram um soldado iraquiano, que saía de casa para o trabalho. Ele foi morto a tiros. Na Província de Al Anbar, a oeste do país, a violência tem aumentado e o Exército americano não consegue controlar a situação. Al Anbar abriga algumas das cidades consideradas mais violentas no Iraque, como Ramadi, e Fallujah, devastada em novembro passado por uma ofensiva americana que tentava capturar os rebeldes. Na manhã desta quinta-feira, rebeldes colocaram uma bomba ao lado do carro do governador da Província, que escapou da tentativa de assassinato. Soldados abriram fogo imediatamente contra os rebeldes. Durante a madrugada, insurgentes baseados em Al Anbar saíram em confronto direto com o Exército americano. A ação resultou na morte de dois marines. Consideradas a “vitória contra o terror” pelo primeiro-ministro interino Iyad Allawi, as eleições não conseguiram pôr um fim aos ataques e estão sendo consideradas pelo sunitas como “ilegítimas.”

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