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Bush apoiar� Israel em caso de ataque do Ir�

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Washington - O presidente George W. Bush afirmou ontem que os Estados Unidos apoiarão Israel frente ao Irã se a segurança de israelenses for ameaçada, acirrando ainda mais o clima de tensão no Oriente Médio. ?Se eu fosse dirigente israelense e ouvisse algumas declarações dos aiatolás iranianos que dizem respeito à segurança de meu país, eu ficaria preocupado com o fato de o Irã ter uma arma nuclear?, declarou Bush. De acordo com a agência de notícias Irna, o premiê sírio, Mohammad Naji al Otari, afirmou que Israel é ?uma fonte de instabilidade no Oriente Médio e que a Síria continuaria a dar apoio a palestinos e libaneses em suas lutas. Bush também voltou a declarar apoio incondicional a israelenses. ?Israel é nosso aliado e nós estamos firmemente comprometidos em apoiá-lo. Apoiaremos Israel se sua segurança estiver ameaçada?. As declarações de Bush ocorrem um dia após Irã e Síria terem anunciado que vão formar uma coalizão contra o que chamaram de ?ameaças? e ?desafios?. Mesmo sem uma citação direta, os países sinalizam uma resposta aos EUA, que já classificaram o governo do Irã, além da Coréia do Norte e do Iraque da época do ex-ditador Saddam Hussein, como parte do ?eixo do mal?. No início do segundo mandato, Bush alertou para o perigo do ?império da tirania? à liberdade e à paz no mundo. Durante o discurso sobre o Estado da União, no início do mês, o presidente citou nominalmente os dois países como ameaças ao mundo. Os EUA acusam o Irã de querer produzir tecnologia para a produção de armas nucleares. EUA e Síria tiveram as relações deterioradas após o ataque de segunda-feira (14) que matou o ex-premiê libanês Rafik al Hariri e outras 14 pessoas. Muitos libaneses culpam a Síria pelo atentado em Beirute (capital do Líbano), embora o governo tenha negado a responsabilidade no caso. Um dia após o atentado, Washington retirou sua representação diplomática da Síria, em uma aparente resposta ao assassinato. Teerã e Damasco têm sido aliados estratégicos por anos. A Síria foi o único país árabe que continuou a manter relações com o Irã durante a Guerra Irã-Iraque (1980-1988).

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