Internacional
Premi� liban�s pr�-S�ria renuncia ap�s press�o popular e amplia crise no pa�s
O premier libanês pró-sírio, Omar Karami, anunciou sua renúncia ontem durante a abertura da sessão no Parlamento, na capital Beirute, quando haveria um debate a respeito da morte do ex-premier Rafik al Hariri, assassinado em um atentado no último dia 14. Duas semanas após o crime, milhares de pessoas reunidas ontem perto do Parlamento pediam também a saída do presidente Emile Lahoud. Karami, que teve seu pedido de renúncia imediatamente aceito por Lahoud, foi bastante aplaudido na assembléia. ?O governo não será um obstáculo para aqueles que querem o bem para este país. Eu declaro minha renúncia do governo que tive a honra de conduzir?, afirmou Karami. Milhares de pessoas que desde a noite de domingo protestam na Praça dos Mártires, a cem metros do Parlamento, também comemoraram a decisão, cantando o hino nacional e agitando bandeiras. Os manifestantes gritavam ?Lahoud, sua vez está chegando?, ?Fora Síria? e ?Liberdade, soberania e independência?. O sexto mandato de Lahoud foi renovado em setembro pelo Parlamento em oposição a uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU). A resolução pedia ao Líbano que realizasse eleições presidenciais e que a Síria retirasse seus soldados do país e parasse de interferir nos ?assuntos libaneses?. ?A batalha não terminou. Este é apenas o começo. Nós queremos saber quem matou o premier Al Hariri?, afirmou o deputado Faris Saeed à multidão que respondeu em uníssono: ?Síria! Síria!? Em Trípoli (ao norte do país), um homem foi morto e outro ferido quando um carro em velocidade abriu fogo contra eles do lado de fora da casa do deputado Ahmed Fatfat, de acordo com autoridades de segurança. A morte de Al Hariri deu origem a uma crise política entre o governo [pró-Síria] e a oposição, que quer a retirada dos cerca de 14 mil soldados sírios do Líbano. A oposição também pede que o atual presidente do Líbano, Emile Lahoud, imponha uma separação com o governo de Bashar al Assad, presidente da Síria.