Abalo
NÚMERO DE MORTOS APÓS TERREMOTO NO MARROCOS PASSA DE 2,8 MIL, DIZ MINI
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O governo do Marrocos afirmou que as autoridades responderam de forma eficiente ao terremoto que arrasou parte do país na sexta-feira, deixando até agora ao menos 2.862, em meio a uma série de críticas de que a reação à tragédia vem sendo lenta e descordenada. Nas primeiras declarações diretas de um oficial graduado, o porta-voz do governo, Mustapha Baitas, afirmou em um vídeo divulgado nas redes sociais que as autoridades marroquinas organizaram operações “rápidas e eficazes” de busca, salvamento e resgate. Três dias após o desastre, o rei marroquino, Mohamed VI, ainda não visitou as regiões atingidas pelo tremor, onde as esperanças de encontrar sobreviventes estre os escombros diminuem.
O número provisório de mortos pelo terremoto subiu para 2.862, anunciou o Ministério do Interior. O tremor também deixou 2.562 feridos, segundo a mesma fonte. Um balanço anterior divulgado nesta segunda registrava 2.681 mortos e 2.501 feridos
O porta-voz do governo falou depois que o primeiro-ministro marroquino, Aziz Ajanuch, participou de uma reunião de emergência do governo no domingo à tarde. No sábado, o premier também foi chamado ao Palácio real para um encontro com o monarca, que estava fora da capital Rabat quando o terremoto atingiu o país. O abalo sísmico foi o mais forte a atingir a região central do Marrocos, dentro de 500 km ao redor da cidade turística de Marrakech, em mais de 120 anos.
As equipes de resgate começaram a alcançar as vilas mais fortemente atingidas pelo tremor, localizadas em áreas remotas de montanhas, mas muitos outros assentamentos ainda esperam auxílio — algumas estradas na Cordilheira de Atlas, epicentro do terremoto a 71 km de Marrakesh, continuam bloqueadas desde o terremoto de sexta.
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Muitos sobreviventes seguem sem energia ou contato telefônico, algo que alimenta a onda de críticas ao governo nas redes sociais. Em algumas áreas reduzidas a pó pelos tremores, os próprios moradores se mobilizam para coordenar esforços de socorro e auxiliar nas buscas. Em Marrakech, muitos foram para a fila doar sangue.
Na pequena localidade de Amizmiz, ao sul de Marrakecha e no pé da Cordilheira de Atlas, que fica na província de Al-Haouz, mais ambulâncias e equipes de emergência uniformizadas eram vistas nas ruas no domingo, e mais sobreviventes se abrigavam em tendas do que em estruturas improvisadas.
Apesar de vários países terem oferecido ajuda, entre eles a França e os Estados Unidos, o governo marroquino só autorizou até agora a entrada de pessoal especializado do Reino Unido e da Espanha, cujas equipes já chegaram ao Marrocos, e do Catar e dos Emirados Árabes Unidos.
Uma equipe de 48 agentes da Unidade Militar de Emergências espanhola montou acampamento na entrada em Amizmiz. O grupo conta com quatro cães farejadores e utiliza pequenas câmeras para entrar nas pequenas cavidades entre os escombros, além de aparelhos para detectar presença humana. O embaixador britânico no Marrocos, Simon Martin, declarou nas redes sociais que 60 especialistas com equipamento e quatro cães treinados para buscas vão atuar em Marrakech.