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S�ria anuncia retirada de soldados do L�bano

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Beirute - O presidente sírio, Bashar Al Assad, deve anunciar hoje uma retirada parcial das suas tropas do Líbano, mas o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, avisou que só ficará satisfeito com uma retirada total. ?Quando falamos em retirada queremos dizer retirada completa - sem meias medidas?, disse Bush, ontem, em Nova Jersey. ?As tropas sírias e os serviços sírios de inteligência devem sair do Líbano agora?. Bush já havia dito que todas as tropas sírias deveriam sair do Líbano até maio, abrindo caminho para a realização de eleições no país. Assad deve anunciar, em discurso no Parlamento sírio, a retirada de parte das forças e o deslocamento de outras para perto da fronteira, informaram fontes políticas libanesas. Abdel Halim Mrad, ministro da Defesa no governo pró-sírio do Líbano, que caiu na segunda-feira, disse que a medida está dentro do Acordo de Taif, que encerrou a guerra civil libanesa (1975-90). ?A Síria vai reposicionar suas forças de acordo com Taif?, afirmou. O acordo estipula que as forças sírias fiquem a leste do vale do Bekaa e que os governos da Síria e do Líbano cheguem a um acordo sobre a duração da sua permanência. Movimentação A Síria já realizou cinco movimentações de tropas desde 2000, levando uma parte de volta para a Síria e outra para o Bekaa, mas manteve soldados dentro e nos arredores de Beirute e no norte do Líbano. A pressão sobre Damasco aumentou depois do atentado que matou o ex-primeiro-ministro Rafik Hariri, em fevereiro. Muitos libaneses culparam a Síria pelo crime. Damasco negou envolvimento. Embora a pressão dos governos árabes seja velada, os países ocidentais estão cada vez mais diretos. Fontes norte-americanas disseram que os EUA e seus aliados europeus estão prontos para impor novas sanções à Síria, possivelmente por meio do Conselho de Segurança da ONU, caso a retirada não ocorra. ?Isso não é negociável. É hora de sair?, disse Bush ao jornal New York Post. ?Acho que temos uma boa chance de obter esse objetivo e de garantir que as eleições de maio [no Líbano] sejam justas. Não acho que possamos ter eleições livres com tropas sírias ali?. Pária árabe O chanceler britânico, Jack Straw, disse que se as tropas sírias não saírem, o governo de Assad ?será tratado como um pária não só no Ocidente como pela maior parte de seus vizinhos árabes?. Straw aventou a hipótese do envio de tropas internacionais ao Líbano, mas descartou veementemente a possibilidade de uma ação militar contra a Síria. A oposição libanesa comemorou discretamente a possibilidade de retirada, que considerou um passo na direção correta, mas, a exemplo de Bush, também defendeu a saída dos serviços sírios de inteligência.

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