Internacional
Ataque suicida mata ao menos 47 no Iraque
Um ataque de um militante suicida, que detonou seus explosivos contra uma mesquita em Mosul, no norte do Iraque, no momento em que xiitas participavam de um funeral, causou a morte de ao menos 47 pessoas e deixou dezenas feridas, segundo informações de autoridades locais. Autoridades iraquianas acusaram os insurgentes muçulmanos sunitas de ataques a alvos xiitas para provocar uma guerra civil em um país dividido pela religião. O ataque ocorreu na mesquita Shahidain, que é cercada de moradias baratas na região de Tameem, no centro de Mosul. Testemunhas disseram ter ouvido um forte estrondo dentro do saguão da mesquita, que ainda está em construção. O impacto da explosão fez com que os vidros das janelas de carros quebrassem e deixou poças de sangue no chão. Soldados americanos isolaram a área ao redor da mesquita. Várias ambulâncias chegaram ao local e civis também ajudavam no transporte dos feridos. ?Estávamos dentro da mesquita, e vimos apenas uma bola de fogo seguida de uma grande explosão?, afirmou Tahir Abdullah Sultan, que testemunhou o atentado. Combates Mosul, uma cidade de maioria árabe numa região predominantemente curda, foi palco de intensos combates entre insurgentes e forças americanas e do governo iraquiano desde novembro. As tensões entre os três principais grupos da área - árabes sunitas, xiitas e curdos ? vem aumentando. O ataque em Mosul ocorre depois de dois dias de violência em que várias pessoas morreram e dezenas de corpos foram encontrados. Homens armados mataram a tiros um delegado em Bagdá e pelo menos dois policiais iraquianos durante emboscadas na manhã de ontem. Vitória xiita Em outros desdobramentos, há notícia de que na capital iraquiana, Bagdá, o grupo xiita que conquistou a maioria dos votos nas eleições iraquianas deverá formar o novo governo depois de ter chegado a um acordo com partidos curdos. A Aliança Iraquiana Unida, apoiada pelo clero xiita, provavelmente vai indicar um novo gabinete na semana que vem, de acordo com representantes dos dois lados ouvidos pela agência de notícias AP. O acordo teria sido selado depois que a aliança xiita disse que vai analisar pedidos para o retorno de cerca de 100 mil curdos para a cidade de Kirkuk, no norte do Iraque, rica em petróleo. Os xiitas já escolheram Ibrahim Jaafari, um médico, para primeiro-ministro.