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Mais de 800 mil pessoas protestam contra a S�ria

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Na maior manifestação anti-Síria desde a morte do ex-premier libanês, Rafik al Hariri (1992-98 e 2000-04), há um mês, cerca de 800 mil pessoas voltaram às ruas de Beirute ontem para pedir ação da comunidade internacional em favor da retirada síria do país. Os manifestantes exigem a intervenção da comunidade internacional no Líbano, a apuração dos responsáveis que planejaram o atentado que matou Al Hariri em 14 de fevereiro na capital libanesa, a demissão dos chefes de segurança libaneses (que são acusados de manter relações com a Síria) e uma retirada total dos 14 mil soldados sírios que estão em território libanês desde a guerra civil (1975-1991). O protesto ocorreu na Praça dos Mártires, centro de Beirute, a alguns metros de onde Al Hariri foi enterrado. A crise sírio-libanesa se tornou mais acirrada desde a morte de Al Hariri, que era líder da oposição, e demandava o fim do controle sírio no Líbano. Em 1989, dois anos antes do desarme dos grupos libaneses que marcou o fim da guerra, os governos dos dois países estabeleceram o acordo de Al Taef -que prevê uma retirada síria para o leste do Líbano e estipula um acordo futuro sobre os pontos de localização de unidades sírias, além do estabelecimento de um calendário para a retirada total. Protesto A retirada dos soldados sírios foi iniciada na última quinta-feira, dia 10, com o deslocamento de um contingente entre 6 mil e 7 mil soldados. O restante permanecerá no Líbano, e sairá posteriormente, segundo o ministro libanês do Interior, Abdel Rahim Murad. Autoridades libanesas afirmaram temer que a crescente onda de protestos leve o país a uma nova guerra civil. O governo libanês estaria considerando a criação de uma lei para banir manifestações públicas, que passariam a ser reprimidas pelo Exército. O presidente Emile Lahoud - pró-Síria- já pediu pelo fim das manifestações e disse aos dirigentes da oposição que é preciso iniciar um diálogo para pôr fim à crise no país.

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