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S�ria termina 1� fase de retirada do L�bano

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Militares e funcionários da agência de inteligência da Síria completaram a primeira fase de retirada do Líbano ontem, após uma série de protestos liderados pela oposição libanesa, e a crescente pressão internacional contra os sírios. A retirada dos soldados começou na terça-feira, dia 8. Entre quatro mil e seis mil militares - de um contingente de 14 mil - já saíram do Líbano desde a semana passada, e agentes da inteligência síria também fecharam escritórios na capital Beirute. O restante dos militares está alocado no vale do Bekaa, na fronteira sírio-libanesa. O presidente sírio, Bashar al Assad, afirmou que a retirada vai continuar, mas não estabeleceu uma data para a segunda fase do plano. Guerra Civil A Síria mantém soldados no Líbano desde a guerra civil libanesa (1975-1991). Em 1989, autoridades dos dois países assinaram o acordo de Al Taef, que estipulava a retirada dos soldados, que foram enviados ao Líbano para conter o levante armado durante a guerra. O acordo nunca foi cumprido. A morte do ex-premiê Rafik al Hariri (1992-98 e 2000-04) em 14 de fevereiro último, em um atentado na capital Beirute, tornou as relações sírio-libanesas muito tensas. O atentado deslocou a atenção da comunidade internacional sobre a ação da Síria no Líbano. Vários dirigentes de outros países passaram a exigir que o país cumprisse o acordo com os libaneses, e a resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a retirada dos soldados do país. O assassinato do ex-premiê provocou uma onda de protestos por todo o país, que culminou com a manifestação realizada na última segunda-feira, dia 14, quando mais de 800 mil pessoas tomaram as ruas de Beirute, pedindo esclarecimentos sobre o ataque contra o premiê e a saída síria do Líbano. Al Hariri havia deixado o governo em outubro do ano passado por discordar da forte influência síria exercida no governo do presidente libanês, Emile Lahoud. Ele é considerado um dos mais importantes políticos libaneses, e teve participação fundamental na reconstrução do país após a guerra. A oposição no Líbano acusa a Síria e o governo libanês pela morte de Al Hariri, e exige que os chefes da inteligência libaneses renunciem de seus cargos. Jamil Sayyed, diretor do Departamento de Segurança Geral, e um colaborador próximo do presidente Emile Lahoud, afirmou ontem que irá esperar por um julgamento na Justiça para ?limpar seu nome?. ?Todos os diretores das organizações de segurança libanesas estão prontos para o julgamento. Não temos segredos que nos envergonham?, afirmou, contrapondo as declarações da oposição. General do Exército libanês, e ocupando o cargo de diretor desde 1998, Sayyed é considerado um dos mais influentes chefes de segurança no Líbano. O departamento do qual é diretor é parte do Ministério do Interior, e o oficial é responsável pela segurança nas fronteiras e entrada de estrangeiros no país.

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