Internacional
Cuba: den�ncia de maus-tratos a presos
A Anistia Internacional publicou ontem relatório em que denuncia ?sérias violações de direitos humanos? e ?maus-tratos a presos políticos? em Cuba. Segundo o relatório, existem atualmente 71 presos políticos em Cuba. Eles estão ?presos em toda a ilha por manifestar pacificamente suas crenças e opiniões?, diz a Anistia, que ?apela ao governo cubano por sua libertação imediata e incondicional?. ?Tudo o que se pode fazer em Cuba para ser preso por meses e até anos é discordar das autoridades?, diz a organização. A publicação do relatório coincide com o segundo aniversário do que a Anistia chama de ofensiva de Cuba contra a dissidência. Embargo A Anistia afirma que o exercício da liberdade de expressão é crime na ilha. ?Isso inclui trabalhar para organizações de direitos humanos, publicar artigos, dar entrevistas para veículos de mídia considerados críticos ao governo cubano ou entrar em contato com autoridades americanas em Cuba ou com a comunidade de exilados cubanos nos Estados Unidos?, diz a organização. No relatório, a Anistia diz acreditar que ?o embargo unilateral dos EUA contra Cuba contribui para abalar direitos políticos e civis chaves no País?. A organização apela por ?imediata suspensão? do embargo, mas também ao governo cubano que ?pare de usar o embargo como um pretexto para violar os direitos humanos? no País. A Anistia diz ter informações de pelo menos quatro casos de maus-tratos a prisioneiros políticos por guardas da prisão em Cuba. Relatório Em alguns casos, segundo a organização, isso aconteceu ?em represália aos prisioneiros por terem reclamado das condições de detenção, acesso inadequado à assistência médica e restrições à comunicação com o mundo exterior?. O relatório detalha os maus-tratos, incluindo casos em que os guardas bateram em prisioneiros algemados, detenção em solitárias sem luz natural por períodos entre dois e quatro meses e suspensão de visitas ou mesmo correspondência. Segundo a organização, 19 prisioneiros políticos foram soltos em 2004 e, no início de 2005, sendo 14 deles por motivo de saúde.