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Presidente do Equador � destitu�do

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| AGÊNCIA FOLHA O Congresso do Equador destituiu do cargo o presidente Lucio Gutiérrez em meio a uma escalada de protestos contra o governo. O vice-presidente Alfredo Palacio já assumiu o cargo. Os dois políticos estavam rachados. Logo após a destituição, a procuradora-geral do Equador, Cyntia Viteri, ordenou a prisão de Gutiérrez. Segundo Viteri, Gutiérrez será preso por ter ordenado a polícia a reprimir as manifestações dos últimos dias, o que provocou a morte de duas pessoas. O governo brasileiro concedeu asilo diplomático ao presidente destituído do Equador Lucio Gutiérrez. Ele está na Embaixada do Brasil em Quito (capital) e o Itamaraty ainda não confirma quando ele deve chegar ao país. Em nota, o governo brasileiro disse que ?acompanha, com preocupação, o quadro político constitucional no Equador e reitera a expectativa de uma solução pacífica que assegure a normalidade institucional?. Extraordinária Uma sessão extraordinária do Congresso unicameral do Equador demorou menos de uma hora para chegar a uma decisão de destituir o presidente equatoriano por 62 votos a 0. Os outros 38 membros da casa, a maioria aliada de Gutiérrez, não participaram da aprovação da destituição. Horas antes, Omar Quintana, líder do Congresso e integrante do Partido Roldosista Equatoriano (PRE, centro-esquerda), havia sido destituído pelos sociais-cristãos da oposição. Os opositores destituíram o presidente com base em uma cláusula na Constituição que diz que o governante pode ser removido do cargo se abandonar o poder. As Forças Armadas, consideradas o fiel da balança no país, acataram imediatamente a decisão do Congresso e retiraram seu apoio ao presidente destituído. /// Soldados deixam postos A decisão de retirar o apoio das Forças Armadas ao ex-presidente do Equador foi feita pelo almirante Victor Hugo Rosero. Centenas de soldados que haviam feito um cordão de isolamento ao redor do palácio presidencial para proteger Gutiérrez dos manifestantes deixaram seus postos e desmantelaram todo o aparato de segurança. ?Nós fomos obrigados a retirar o apoio ao presidente para preservar a segurança pública??, disse o almirante, que é chefe das Forças Armadas do Equador. Gutiérrez havia dito horas antes de sua destituição que não deixaria o cargo cuja mandato se encerra apenas em 2007. Porém, após a destituição, ao redor das 14h32 (horário local), o presidente destituído teria deixado em um pequeno helicóptero do Exército, junto com a sua mulher, o palácio de Carondelet, sede do governo. O aparelho permaneceu apenas alguns segundos dentro do palácio, com as hélices girando, antes de Gutiérrez partir rumo a algum lugar desconhecido. Ontem à noite, o Itamaraty confirmou que Gutiérrez está na Embaixada do Brasil em Quito (capital). Na sexta-feira passada, Gutiérrez dissolveu a Suprema Corte para tentar reduzir os protestos contra o seu governo, que nomeou aliados para cargos de juízes em dezembro do ano passado, provocando descontentamento. Porém a sua decisão de dissolver o órgão máximo do Judiciário foi vista como uma violação da Constituição, que prevê a separação dos três poderes. Manifestantes celebraram a destituição de Gutiérrez e alguns até trocaram abraços com membros das forças de seguranças após estas retirarem o apoio ao presidente destituído. Cerca de 10 mil equatorianos comemoram a saída de Gutiérrez. Na madrugada de ontem, a polícia reprimiu duramente os manifestantes postados diante da sede do governo, usando bombas de gás lacrimogêneo. Uma das vítimas morreu atropelada e outra do coração. Gutiérrez é o terceiro presidente que é forçado a deixar o poder em meio a levantes populares desde 1997, quando Bucaram foi destituído. Em 2000, o próprio Gutiérrez participou de operação que culminou na queda do então presidente Jamil Mahuad.

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