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It�lia rejeita vers�o de morte de agente

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AGÊNCIA FOLHA O governo da Itália rejeitou a versão da morte do agente italiano Nicola Calipari, dada pelas autoridades americanas, segundo comunicado divulgado em conjunto pelos governos dos dois países. Os investigadores não conseguiram entrar em um acordo sobre as circunstâncias da morte do italiano, ocorrida em 4 de março último na capital iraquiana, Bagdá. ?Os investigadores não compartilham das mesmas conclusões finais, mas depois de terem examinado as evidências, que há numerosas recomendações sobre problemas a serem resolvidos??, afirma o texto. Calipari morreu quando escoltava a jornalista italiana Giuliana Sgrena, em 4 de março último. Na ocasião, ela havia acabado de ser libertada por insurgentes, após um seqüestro que durou um mês. Soldados americanos atiraram contra o veículo onde estavam os italianos, ao se aproximarem de um posto do Exército, no aeroporto de Bagdá (capital). Sgrena ficou ferida, e um outro agente, que dirigia o carro, não foi atingido. O comunicado afirma que a investigação sobre a morte de Calipari foi concluída, e que os dois países vão agora passar o caso para análise interna. A Itália iniciou sua própria investigação sobre a morte do agente. Os dois países trabalharam por um mês nas investigações sobre a morte de Calipari. O fato aumentou ainda mais a pressão sobre o primeiro-ministro Silvio Berlusconi, para que os três mil soldados italianos que estão no Iraque sejam retirados do País. O ministro italiano das Relações Exteriores, Gianfranco Fini, afirmou que um relatório final será divulgado ?nos próximos dias?? e que o documento vai deixar claro ?porque o governo italiano não concordou com a reconstrução dos eventos (fornecida pelos americanos), que não corresponde a 100% do que aconteceu.?? Os dois sobreviventes -S grena e o outro agente italiano - fizeram relatos que destoam totalmente da versão dada pelos americanos. O Exército dos EUA diz que os soldados atiraram para o alto em sinal de alerta, e depois atiraram no veículo, por causa da alta velocidade em que trafegava. Sgrena e outro agente da inteligência afirmam ter visto um sinal luminoso como advertência no mesmo momento em que os tiros foram disparados. Segundo eles, o carro trafegava em baixa velocidade. O fato aumentou as tensões entre os dois aliados.

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