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Chileno vence e vai assumir a OEA

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FOLHAPRESS O ministro do Interior do Chile, José Miguel Insulza, foi eleito ontem o novo secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA). Ele assumirá o cargo no próximo dia 25 para um mandato de cinco anos. O candidato chileno, ao qual o Brasil apoiava, se tornou a única opção para os 34 países votantes depois que o chanceler mexicano, Luiz Ernesto Derbez, desistiu da disputa na última sexta-feira, após negociação com a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice. Os EUA apoiavam o mexicano, mas, quando o Paraguai afirmou que votaria no chileno, passaram a temer uma derrota - a primeira, na história da instituição, de seu preferido. Insulza e Derbez travavam uma disputa acirrada: na primeira tentativa de eleição, em 11 de abril, empataram em cinco rodadas de votação. Ontem, 31 países votaram pelo chileno. O México e a Bolívia se abstiveram, e o Peru votou em branco. O vice-chanceler mexicano Miguel Hakin disse que seu governo não poderia votar em Insulza porque Derbez recomendara que os dois candidatos deixassem a disputa em nome da unidade hemisférica, mas o chileno não atendeu ao pedido. Já a Bolívia, para se abster, alegou a recusa chilena em negociar um acordo para dar-lhe acesso ao oceano Pacífico, enquanto o Peru citou o apoio chileno ao Equador durante a guerra entre os dois países, em 1995. O organismo, criado em 1948, tentava eleger um novo secretário-geral desde outubro último, quando o costarriquenho Ángel Rodríguez renunciou após ser acusado de corrupção em seu País. Insulza, 61, é um ex-chanceler que passou 10 anos exilado no México e na Itália durante o regime do ditador Augusto Pinochet (1973-1990). O responsável pela diplomacia americana, Roger Noriega, prometeu ?cooperação? com o novo secretário.

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