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Uzbequist�o: ONG denuncia massacre

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FOLHAPRESS Relatos não confirmados fornecidos por ONG local e testemunhas anônimas dão conta de que até 700 pessoas podem ter sido mortas pelo governo do Uzbequistão na repressão aos protestos ocorridos na última semana no país. A dificuldade em estimar com precisão o número de mortos deve-se à incerteza em relação aos números oficiais, pois o governo do ditador Islam Karimov nega ter havido um massacre. A principal fonte de informações até agora tem sido o líder da ONG uzbeque de defesa dos direitos humanos Appeal, Saidzhakhon Zainabitdinov. Ele disse ontem que, aos cerca de 500 mortos pelo governo na sexta-feira em Andijan, se somam mais 200 mortes de manifestantes em Pakhtabad (30 km a nordeste de Andijan), ocorridas no sábado. Segundo Zainabitdinov, o cenário mais provável para os próximos dias é uma onda de repressão por parte do governo. Poucos especialistas políticos acreditam que o levante em Andijan possa ter o mesmo resultado que a rebelião ocorrida em março no vizinho Quirguistão, que levou à queda de seu presidente. O levante em Andijan começou após um grupo de homens armados ter libertado de uma prisão 23 empresários muçulmanos, acusados pelo governo de extremismo religioso, e ocupado vários prédios governamentais em seguida. O dia ontem foi tranqüilo em Andijan, que continua em estado de sítio. Na capital do país, Tachkent, cerca de 30 defensores dos direitos humanos e políticos de oposição fizeram uma homenagem às vitimas de Andijan. Em Ayim, na fronteira com o Quirguistão, cerca de 150 refugiados uzbeques passaram para o país vizinho, mas foram mandados de volta por não terem entrado no país legalmente.

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