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Nº 5713
Internacional

Arafat sai do confinamento, mas ter� de obedecer a alguns limites

Ramallah – O presidente da Autoridade Palestina, Iasser Arafat, 72, saiu, ontem, de seu quartel-general de Ramallah pela primeira  vez desde o início do cerco imposto pelo Exército israelense no dia 29 de março. Arafat saiu cercado por cem palestinos que

Por | Edição do dia 03/05/2002 - Matéria atualizada em 03/05/2002 às 00h00

Ramallah – O presidente da Autoridade Palestina, Iasser Arafat, 72, saiu, ontem, de seu quartel-general de Ramallah pela primeira  vez desde o início do cerco imposto pelo Exército israelense no dia 29 de março. Arafat saiu cercado por cem palestinos que faziam o sinal de “V” de vitória e entrou num carro seguido por vários jipes com guardas palestinos. Fontes palestinas disseram que ele ia para uma reunião em uma igreja protestante de Ramallah. O fim do confinamento ocorreu depois que a Autoridade Nacional Palestina entregou a agentes britânicos e americanos seis palestinos procurados por Israel. Eles já estão em uma prisão em Jericó. Os seis palestinos presos foram condenados a até 18 anos de prisão. Apesar do fim do confinamento, a liberdade de Arafat tem limites, segundo o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon. Quarta-feira ele havia dito que não garantiria o retorno do líder palestino à Cisjordânia se ele viajasse ao exterior. “Não garantimos isso”, declarou Sharon em entrevista À TV ABC. “Não nos pediram garantias, e não vamos dar nenhuma porque das outras vezes, quando ele ia embora, era sempre um sinal de uma onda terrorista”. Ameaça O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) disse, ontem, que vai praticar novos atentados “nas próximas semanas ou dias” e denunciou o acordo que permitiu a suspensão do cerco a Arafat. “A resistência é mais forte”, disse à rádio BBC um dirigente do movimento, Abdelaziz al Rantissi. “Veremos novas operações nas próximas semanas ou dias”. Rantissi avalia que o acordo firmado por Arafat “é o mesmo que renunciar à última parcela de nossa soberania”. E prosseguiu: “Pôs fim aos acordos de Oslo, às negociações, a toda esperança de um Estado independente. Os palestinos não têm agora outra opção senão combater. Só temos um caminho: a luta armada”, acrescentou Rantissi.

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