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Protesto isola La Paz do resto do pa�s

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FOLHA ONLINE A capital boliviana, La Paz, estava isolada ontem devido a manifestações exigindo a nacionalização da exploração de petróleo e gás do país, além da convocação de uma Assembléia Constituinte e a demanda de autonomia a algumas regiões. As viagens a outras cidades do país, desde La Paz, estão suspensas devido à interrupção das saídas da cidade vizinha El Alto [a 12 km da capital], passagem obrigatória para o interior, segundo informações da polícia. Entretanto, o tráfego urbano entre El Alto e La Paz mantém-se quase sem alteração e sob forte reforço policial, que garante o acesso ao aeroporto. Na última segunda-feira, milhares de manifestantes bloquearam inclusive as vias que levam ao aeroporto da capital, causando o cancelamento de três vôos. Ao menos dez setores estão mobilizados e atuam nas manifestações, entre eles mais de 2.000 cocaleros simpatizantes do líder cocalero e deputado Evo Morales, do Movimento ao Socialismo (MAS). O grupo chegou a La Paz na última segunda-feira, depois de uma marcha através de várias cidades do país que durou uma semana. As lideranças dos protestos seguem praticamente a mesma linha de rejeição ao governo devido à Lei de Hidrocarbonetos, promulgada pelo Congresso na semana passada. Mas o líder da Central Operária Boliviana, Jaime Solares, sustenta que o Congresso deve ser fechado, alegando traição ao povo, e pede a renúncia do presidente Carlo Mesa. Morales é contra o fechamento do Congresso, que, para ele, significa o ?símbolo da democracia boliviana?. O líder cocalero também discorda da nacionalização da exploração do petróleo e do gás, mas exige o aumento da tributação às multinacionais que exploram as riquezas minerais bolivianas. Nova lei A nova Lei de Hidrocarbonetos cria um imposto de 32% para as companhias de petróleo, além dos 18% que já são cobrados em forma de royalties [retribuição financeira paga mensalmente pelo franqueado ao franqueador pelo uso contínuo da marca].

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