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Protestos diminuem na capital boliviana

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A capital da Bolívia, La Paz, amanheceu ontem num clima distinto dos últimos três dias, sob uma trégua dos manifestantes que paralisavam a cidade desde segunda-feira. Os bolivianos, de maioria católica, mobilizavam-se para a festividade de Corpus Christi. As ruas estavam tranqüilas - ao contrário do caos deixado pelas marchas sucessivas que, na terça-feira, chegaram a reunir 40 mil pessoas, pedindo a nacionalização da indústria do petróleo e do gás e a convocação de uma assembléia constituinte. A tensão política, porém, continua alta - um dia depois de um grupo de militares rebeldes ter ido a público pedir a renúncia do presidente Carlos Mesa. A Confederação Sindical Unida dos Trabalhadores do Campo da Bolívia, que mobilizou as multidões vistas nas últimas manifestações, anunciou uma trégua para as autoridades até a próxima semana. Na terça-feira, quando recomeçam as sessões do Congresso, os protestos tendem a recomeçar. O presidente Mesa foi a uma missa em celebração da data religiosa, na Igreja de São Sebastião. O cenário habitual da missa é a Catedral Metropolitana de La Paz, na Praça Murillo. Nos últimos dias, porém, as imediações da praça foram palco dos protestos de trabalhadores e de choques de manifestantes com a polícia. Na terça-feira, grupos radicais chegaram a usar dinamite para tentar romper o cerco à praça, onde ficam também o Palácio de Governo e a sede do Congresso. A polícia respondeu com gás lacrimogêneo e balas de borracha. Segundo emissoras locais de rádio, na cidade de El Alto, as atividades começam a normalizar-se, apesar da greve geral por tempo indefinido, conclamada na segunda-feira. A estrada para La Paz está aberta. Argentina Equipes da Brigada de Explosivos da polícia federal argentina foram chamadas ontem ao Congresso Nacional, em Buenos Aires, por conta de uma suposta ameaça de bomba. Os policiais não encontraram sinais da existência de artefatos explosivos no prédio, e os funcionários não chegaram a ser retirados do local. Os policiais foram acionados após uma chamada telefônica anônima, informando sobre a existência da bomba.

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