Internacional
Bol�via rejeita media��o exterior para crise local
FOLHAPRESS O governo da Bolívia rejeitou a interferência dos EUA e qualquer tipo de mediação internacional para a crise do país, no momento em que setores sociais decidiram radicalizar a pressão que já dura duas semanas na capital, La Paz. ?As dificuldades sociais que o país enfrenta serão resolvidas pelo povo boliviano no âmbito de suas instituições e mecanismos democráticos?, afirmou nota da Chancelaria. ?Não houve nenhuma alteração da ordem constituída que justifique uma mediação internacional ou bons ofícios de países amigos.? A declaração foi feita depois que o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Richard Boucher, sugeriu que a OEA (Organização dos Estados Americanos) tratasse da crise boliviana e pediu que os cidadãos americanos evitassem viajar à Bolívia -o que La Paz considerou ?lamentável?. Segundo Boucher, os EUA fizeram ?contato com outras nações que estão muito interessadas e preocupadas com a situação? no país andino, além de ?líderes? bolivianos e o próprio governo, sem entrar em detalhes. A nota boliviana acrescentou ainda que ?o governo garante a paz social e a plena vigência dos direitos humanos? e que as autoridades ?mantêm o diálogo e a negociação como os instrumentos de sua ação política para resolver as diferenças entre os distintos atores sociais e políticos?. Não era esse o clima, porém, ontem em La Paz, onde a tensão aumentou depois que o Congresso deixou de se reunir pela segunda vez. A cidade foi praticamente sitiada pelo incremento dos bloqueios na vizinha El Alto, que manteve uma greve geral que já dura duas semanas.