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Carros-bomba matam 17 em Bagd�

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Quatro carros-bomba sacudiram Bagdá logo após o amanhecer de ontem, matando pelo menos 17 pessoas e ferindo dezenas, na segunda leva de ataques desse tipo em 12 horas. Na quarta-feira, ao anoitecer, um atentado triplo com carro-bomba, que a Al-Qaeda assumiu, matou 18 e feriu 48 em Shola, num distrito de maioria xiita na cidade, horas depois de uma conferência que reuniu representantes de dezenas de países em Bruxelas para discutir a situação do Iraque ter manifestado amplo apoio ao governo de transição. Os xiitas são maioria no governo formado após as eleições de janeiro. As explosões desta quinta-feira ocorreram num intervalo de 10 a 15 minutos, no distrito comercial de Karrada. O primeiro ataque, por volta das 7h, foi perpetrado por um terrorista suicida, que lançou seu carro com explosivos na direção de uma patrulha. Três policiais e sete civis morreram. Um segundo ataque similar matou sete civis. SEM RELATOS Ainda não havia relatos sobre mortos na explosão dos dois outros carros-bomba na área de Karrada - um deles, junto a uma mesquita. O número de feridos varia de 23 a 50, em função da fonte da informação. Desde que o governo liderado pelos xiitas assumiu suas funções, há dois meses, a insurgência matou cerca de 1.200 pessoas - entre elas 120 soldados americanos. Acredita-se que os rebeldes contem apoio de parte da minoria árabe sunita, que controlava o país durante a ditadura de Saddam Hussein. Em Karrada, o cenário de destruição era assustador. Chamas e fumaça obscureciam a luz da manhã. Um ônibus, incendiado e com manchas de sangue, bloqueava a rua, diante de uma agência dos correios, lojas e barracas de frutas devastadas. Numa rua normalmente lotada pela manhã, árvores foram arrancadas ou queimadas. Apesar das duas levas de carros-bomba, comandantes americanos e iraquianos disseram que a Operação Relâmpago, a maior ação de segurança já lançada pelo governo de transição, está tendo sucesso. Há um mês, 40 mil iraquianos fazem incursões em redutos rebeldes na região de Bagdá, efetuando prisões, destruindo arsenais e fábricas caseiras de bombas. Eles reconheceram, no entanto, que a operação será incapaz de prevenir todos os atentados.

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