Internacional
Jantar com rainha inicia c�pula do G8
FOLHA ONLINE Um jantar oferecido pela rainha Elizabeth II deu início na noite de ontem à cúpula anual do G8 [sete países mais ricos do mundo e a Rússia], este ano em Gleneagles (Escócia). As principais propostas da cúpula são buscar alternativas para pôr fim à pobreza na África e alcançar um consenso sobre como evitar mudanças climáticas causadas pela poluição. O grupo, composto por Alemanha, Canadá, França, Estados Unidos, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia [que faz parte do grupo devido a sua importância geopolítica], além de alguns países convidados, entre eles Brasil e China, querem aumentar a ajuda doada para África para 0,56% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010, e 0,7% em 2015. Os Estados Unidos - que deram 0,16% em 2004, relutam em aceitar a proposta. A proposta de conquistar uma ajuda maior para a África é encabeçada pelo primeiro-ministro britânico, Tony Blair, mas as expectativas de resultado positivo são questionáveis. O próprio ministro britânico das Finanças, Gordon Brown, admitiu na última terça-feira que o encontro da cúpula corre o risco de desapontar a campanha contra a pobreza na África liderada pelos músicos Bono Vox, do U2, e Bob Geldof, da banda ? Boomtown Rats?. Sobre o clima, o principal item da discussão é a redução da emissão de gases poluentes na atmosfera, e o aquecimento global. O Protocolo de Kyoto - um dos temas que serão discutidos no encontro - estabelece metas para a redução da emissão de gases poluentes ligados ao aquecimento global, mas apenas 30 países industrializados estão sujeitos a essas metas. Hoje, segundo dia do G8, o governo brasileiro deve pedir ao grupo que remova todas as barreiras ao comércio internacional, inclusive os subsídios à agricultura. Tal pedido deve ser feito em parceria com Índia, China, México e África do Sul. Cerca de 10 mil policiais acompanham as ações dos manifestantes que já resultaram na prisão de 60 pessoas e no internamento de nove policiais que ficaram feridos após os confrontos.