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Equipes lutam para resgatar corpos

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FOLHA ONLINE Mais de 50 pessoas morreram nos quatro ataques terroristas realizados contra o sistema de transporte de Londres nesta quinta-feira -13 delas estavam em um ônibus de dois andares. Segundo a polícia, a dificuldade em encontrar os corpos das vítimas dos trens atingidos torna impossível determinar o número exato de mortos. Outras 700 pessoas se feriram na ação - 350 pessoas permanecem hospitalizadas, das quais 22 estão em estado crítico. Segundo o comissário de polícia Ian Blair, dois locais dificultam a determinação exata do número de mortos. Um deles é o do ônibus, devido à natureza da explosão [tão forte que arrancou o teto do veículo]. O outro é o metrô da estação Praça Russell, que continua com muitos corpos em seu interior. ?Nós não sabemos quantos corpos há lá dentro.? O atentado coincidiu com a Cúpula do G8 [grupo dos sete países mais ricos do mundo e a Rússia], que terminou ontem, e interrompeu as comemorações dos britânicos que, na quarta-feira (6), conquistaram o direito de sediar a Olimpíada de 2012. Quase toda a rede ferroviária [metrôs e trens] já voltou a funcionar, e os ônibus circulam em menor número da região central da cidade. O premier Tony Blair, que participava do G8 [grupo dos sete países mais ricos do mundo e a Rússia], na Escócia, quando houve as explosões, classificou a ação como um ato ?bárbaro e cruel?. Blair disse que os responsáveis pelo ataque agiram em nome do islã. Tony Blair retornou à Escócia para participar do encerramento da cúpula, que terminou ontem. Desde os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 nos EUA, houve vários alarmes de possíveis ataques contra o Reino Unido, sobretudo após a invasão do Afeganistão, em 2001, e do início da Guerra do Iraque, em março de 2003. O premier britânico foi um dos principais aliados do presidente Bush nas duas investidas militares. O sub-comissário da polícia londrina, Brian Paddick, disse que as autoridades britânicas estavam chocadas com os ataques, mas não surpresas. Apesar disso, ele afirmou não ter recebido nenhum aviso de possibilidade de ataque contra o país.

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