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Pol�cia brit�nica sem pista � acusada de neglig�ncia

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AGÊNCIA O GLOBO Com Agências Internacionais O governo britânico está levando muito a sério a reivindicação, por um grupo que se diz associado à Al-Qaeda, do pior ataque a Londres desde a Segunda Guerra Mundial. Entretanto, ao contrário do que se viu após os atentados do ano passado em Madri, as pistas não estão aparecendo rapidamente. A hipótese de as bombas terem sido deixadas em pacotes nas composições do metrô ou no ônibus ganharam força, mas ainda não foi possível descartar a participação de suicidas. Neste momento, os indícios mais importantes estão enterrados nos túneis do metrô, onde até a retirada de corpos está sendo difícil e perigosa - que dirá vasculhar amplamente os destroços. Outras informações preciosas podem estar escondidas nas gravações das 1.800 câmeras de vigilância do sistema de metrô, que a polícia está revendo minuciosamente. Para reforçar as dificuldades, as autoridades de segurança estão sendo acusadas de terem deixado Londres desprotegida, ao concentrar seus esforços na cúpula do G8, na Escócia. O chefe da Polícia Metropolitana, Ian Blair, disse que ?nada sugere falha dos serviços de inteligência britânicos?. Na véspera, a polícia disse que os ataques ocorreram sem qualquer aviso ou suspeita específica. Agora, a polícia caça os possíveis remanescentes de uma suposta célula extremista, possivelmente ligada à Al-Qaeda. Mas, na segunda entrevista coletiva de ontem, Ian Blair deixou claro o quanto as investigações ainda precisam caminhar. O comissário disse que a polícia tem ?certeza, pelos horários dos eventos, que isso (o atentado) não poderia ter sido feito por uma pessoa? e que os autores estão ?foragidos na Grã-Bretanha, foragidos em algum outro lugar ou mortos?. Na edição de ontem, o jornal ?The New York Times? sustenta que bombas-relógio, e não homens-bomba, foram empregadas nas explosões. A rede de TV ABC disse que, segundo autoridades, a polícia londrina recuperou partes de timers que teriam detonado as bombas. A rede norte-americana disse também que a polícia encontrou duas bombas intactas na quinta-feira. A polícia britânica não confirmou a descoberta de outras bombas. Ontem, disse que não houve bombas além das quatro relatadas na véspera, que explodiram num intervalo de uma hora, no rush matinal. Três no metrô; uma no ônibus de dois andares. As bombas possivelmente estavam no chão dos vagões do metrô. No ônibus, estariam no chão do segundo andar ou num dos assentos. O comissário assistente de polícia Andy Hayman disse que os investigadores forenses não estavam podendo chegar a um dos trens, que explodiu entre as estações King?s Cross e Praça Russel, por causa do risco de desabamento no túnel. Ratos, insetos e substâncias venenosas também preocupam. O chefe da Metropol não acredita que a investigação dê resultados rapidamente. ?Isso tem todas as marcas características da Al-Qaeda, mas estamos no início de uma investigação muito complexa e lenta. No momento, é um trabalho de detetive puro e persistente?, disse Ian Blair.

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